[Verso 1]
No princípio, só havia o som da Minha palavra
E o caos se calou quando a luz se levantava
Eu disse “Haja” — e houve, tudo se formou
Do pó fiz reis, do nada fiz o amor
Vi vocês crescerem, mas se esqueceram do Pai
Culpam-Me pela fome, como se Eu fosse o por trás
Mas Eu dei a Terra, água, grãos e provisão
Quem segura é o egoísmo dentro do teu coração
Falam de guerras, dizem “Deus abandonou”
Mas sou o mesmo que chorou quando Lázaro tombou
Querem que Eu destrua o mal, como se fosse simples assim
Mas se Eu varresse o mal, sobraria quem entre ti?
Eu sou o EU SOU — o fogo e o abrigo
Justiça que corrige, mas que chama de filho
Minha glória enche os céus, mas ainda Me inclino
Pra ouvir teu gemido no canto mais escondido
[Refrão]
Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim
O Justo Juiz que morreu por ti
Eu sou o fogo, o trovão, o silêncio no vento
O Deus que reina em glória, mas te ama por dentro
Sou o que era, que é e há de vir
Mesmo rejeitado, decidi te redimir
Não há outro, não há ninguém acima
Meu trono é eterno, e a cruz foi Minha rima
[Verso 2]
Você diz que Eu não existo, mas respira sem pensar
Seu coração bate em ritmo — quem ensinou a pulsar?
Quer milagre de vitrine, mas nega o sacrifício
Meu Filho agonizou por ti, e ainda Me chama de omisso?
Eu vi prego entrando em carne, vi sangue escorrer
E ainda assim disse: “Pai, perdoa, eles não sabem o que fazer”
Isso é poder, isso é amor que não cabe na tua lei
Misericórdia que não depende de quem tu foi ou quem errei
Você quer conforto, mas odeia correção
Quer o céu, mas rejeita transformação
Mas Eu sou paciente, longânimo, fiel
Sou amor, sim, mas também sou fogo e fel
“Acaso pode o barro dizer ao oleiro: ‘erra aí’?”
Esquece que foste tu quem fugiu de Mim?
“Vinde a Mim todos cansados” — ainda repito
Mas não confunda a Minha graça com o Meu juízo
[Refrão]
Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim
O Justo Juiz que morreu por ti
Eu sou o fogo, o trovão, o silêncio no vento
O Deus que reina em glória, mas te ama por dentro
Sou o que era, que é e há de vir
Mesmo rejeitado, decidi te redimir
Não há outro, não há ninguém acima
Meu trono é eterno, e a cruz foi Minha rima
[Verso 3]
“Eu sou o Senhor, e não mudo” — lembra dessa frase?
Meu tempo não atrasa, Minha promessa não se desfaz
A terra geme, mas Eu voltarei com justiça
E cada joelho vai dobrar, não por medo, mas por vista
A escolha é tua: ou Me ouve ou Me acusa
Mas um dia verás quem é Rei sem coroa de ilusão confusa
De braços abertos, ainda espero tua volta
Porque Eu não vim pra condenar, vim pra abrir a porta
[Refrão – Última vez, com peso e emoção final]
Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim
O Justo Juiz que morreu por ti
Eu sou o fogo, o trovão, o silêncio no vento
O Deus que reina em glória, mas te ama por dentro
Sou o que era, que é e há de vir
Mesmo rejeitado, decidi te redimir
Não há outro, não há ninguém acima
Meu trono é eterno, e a cruz foi Minha rima