[Intro – voz]
“Eu sou Saulo, fariseu entre fariseus.
Zelei pela lei. Respirei ameaças.
Mas na estrada, fui cego e só então,... enxerguei.”
[Verso 1]
Era o terror dos crente nas viela
Carta na mão, fúria na cela
De cidade em cidade, caçando fiel
Chamavam de santo — eu cuspia no céu
Fui criado na mente de Gamaliel
Letra na língua, mas alma no breu
Achava que era luz, mas era réu
Cego no orgulho, coração cruel
Consenti com a pedra em Estevão
Nem piscava vendo ele no chão
Achava que Deus batia palma
Mas o que eu tinha era só lei sem alma
[Refrão]
Era pra eu calar, agora eu escrevo a verdade
De terrorista pra mensageiro da liberdade
Orei três vezes, mas ouvi Tua Palavra
Se o espinho fica, — então… Tua graça me basta!
[Verso 2]
Na estrada a luz me rasgou por dentro
Mais forte que o sol no firmamento
Caí, ouvi: “Saulo, por que me persegue?”
Tremeu meu mundo, a voz cortava em sete
“Quem és tu?” – “Sou Jesus Nazareno”
Ali vi que tudo que eu sabia era veneno
Três dias cego, no jejum do orgulho
Até Ananias me chamar de discípulo
Fui quebrado pra ser levantado
De matador a vaso restaurado
E quem me via como o pior dos bicho
Agora lê minhas cartas em nome do Cristo
[Refrão]
Era pra eu calar, agora eu escrevo a verdade
De terrorista pra mensageiro da liberdade
Orei três vezes, mas ouvi Tua Palavra
Se o espinho fica, — então… Tua graça me basta!
[Ponte em Hebraico]
אֲנִי פּוֹנֶה מֵהַחֹשֶׁךְ לָאוֹר
רַק הַחֶסֶד מַצִּיל נְשָׁמוֹת שְׁבוּרוֹת
אֵין צוֹרֶךְ בְּדָם, כִּי הַדָּם שֶׁל הַשֵּׁה דַּי
[Verso 3]
Fui apedrejado, preso e açoitado
Mas nunca larguei o nome exaltado
Vivi naufrágio, fome e pancada
Mas era no fraco que a força brotava
Espinho na carne, fere e insiste
Três vezes roguei, mas Ele disse:
“Minha graça te basta” — doeu, mas ficou
E até no espinho... minha fé não tombou
Agora entendo: fui salvo sem mérito
Por isso prego com alma e veredicto
De perseguidor pra carta que ensina
A graça venceu — essa é minha sina
[ Último Refrão]
Era pra eu calar, agora eu escrevo a verdade
De terrorista pra mensageiro da liberdade
Orei três vezes, mas ouvi Tua Palavra
Se o espinho fica, — então… Tua graça me basta!