[Intro]
Me achavam louco.
Me trancavam com correntes.
Mas ninguém…
Conseguia me prender.
Eu morava entre os mortos.
Até que Ele chegou.
[Refrão]
Meu nome era Legião,
Vozes dentro do meu vão.
Vivendo entre os mortos,
Gritando por salvação…
Mas quando Ele pisou na areia…
O inferno perdeu o chão.
[Verso 1]
Correntes? Eu rasgava.
Gritava de noite, ninguém me olhava.
Vivendo em cova, despido e sujo,
Meu lar era o túmulo, o inferno no meu murcho.
Eles passavam longe, medo nos olhos,
As mães diziam: “não chega perto do monstro!”
Mas eu era só… um homem quebrado,
Carregado por demônios que tinham me devorado.
[Refrão]
Meu nome era Legião,
Sete mil gritos num só pulmão.
Vivendo entre os mortos,
Gritando por salvação…
Mas quando Ele pisou na areia…
O inferno perdeu o chão.
[Verso 2]
Ele desceu do barco. Só com o pé na praia
as trevas tremeram, e a escuridão se esvai-a.
Eu corri até Ele — não fui eu, foi o inferno com medo —
e gritei:
“Filho do Altíssimo, não nos mande pro degredo!”
Minhas mãos tremiam, minha alma rasgada,
Mil vozes gritando e uma só calada:
a minha.
Mas quando Ele falou…
o inferno silenciou.
[Refrão]
Meu nome era Legião,
Mas Ele me chamou de irmão.
Vivendo entre os mortos,
Agora em ressurreição.
Quando Ele pisou na areia…
O inferno perdeu o chão.
[Verso 3]
Me viram vestido, são, sentado ao lado Dele,
Os mesmos que me temiam… agora me olham com sede.
Pedi pra ir com Ele, queria ser discípulo,
Mas Ele disse:
“Vai, conta aos teus o que o Pai fez contigo.”
E eu fui.
O endemoniado virou evangelista.
A vergonha virou missão,
A cova virou pista.
Agora eu ando livre, e cada passo que dou
é um grito pro mundo:
"Jesus me encontrou."
[Refrão]
Meu nome era Legião,
Mas Ele me chamou de filho, então…
Vivendo entre os mortos,
Mas Ele fez nova criação.
Quando Ele pisou na areia…
O inferno perdeu o chão.
[Final]
E se Ele entrou no meu vale…
Ele entra no teu.
Meu nome era Legião.
Agora é:
Liberto.