[Verso 1]
No silêncio da estrada vazia,
vai um homem sem nome, sem guia.
Seu destino é a voz do relâmpago,
seu passado, poeira sombria.
[Pré-refrão]
Ele escuta o sussurro dos ventos,
cantam segredos que o tempo levou.
Entre as sombras da noite cerrada,
anda sozinho, mas nunca parou.
[Refrão]
Ôôô... no caminho do vento eu vou,
levando as dores que a vida deixou.
Ôôô... sou poeira no tempo a vagar,
mas meu canto ninguém vai calar.
(Solo de viola e sanfona, com batidas de zabumba no fundo)
[Verso 2]
Já cruzou mil estradas perdidas,
viu a lua chorar no sertão.
Mas o peito é forjado em açoite,
feito chama que vence o trovão.
[Pré-refrão]
Ele escuta o chamado do dia,
nas pegadas que a vida escreveu.
Mesmo só, segue firme na estrada,
pois o tempo é quem manda em seu eu.
[Refrão]
Ôôô... no caminho do vento eu vou,
levando as dores que a vida deixou.
Ôôô... sou poeira no tempo a vagar,
mas meu canto ninguém vai calar.