Eu era só um garoto vendendo carvão, vivendo na montanha em paz, sem imaginar que a dor tava vindo e ia arrancar tudo que eu tinha atrás. Quando eu voltei pra casa, irmão, o chão virou desespero, minha família caída no frio, e no peito só restou o medo. Nezuko respirando fraco, mas presa na escuridão, um demônio por fora, mas ainda com coração. Giyu cruzou meu caminho pronto pra apagar nossa luz, mas viu no meu olhar que eu nunca abandono quem eu amo e reluz.
Treinei até o corpo quebrar, Respiração da Água no corte do ar, Urokodaki dizendo “levanta de novo”, e eu pronto pra me transformar. No Exame Final a morte rondou, mas eu passei firme, ninguém me parou. Desde ali fiz promessa pra vida: “Nezuko, eu curo tua ferida.” No caminho encontrei Zenitsu chorando, mas com trovão pronto pra explodir, e Inosuke berrando pro mundo que nasceu pra destruir. Um trio improvável virando família, missão após missão, virando trilha. Cada batalha deixava marcada mais força na minha alma e na minha trilha.
Quando eu senti o cheiro do Muzan no vento, entendi que o destino queria confronto, que a lenda do demônio supremo ia cruzar meu caminho a qualquer momento. A dança do meu pai queimou no meu peito, Hinokami Kagura brilhando perfeito. Respiração do Sol acendendo meu ser, como se a chama tivesse nascido pra me proteger. E mesmo quando o mundo virou escuridão, mesmo quando o sangue caiu no chão, mesmo quando a dor rasgou meu coração, eu levantei de novo com convicção.
Na batalha final, mesmo quase caindo, cada golpe me dizia que eu tava vivo, que eu não podia parar enquanto meus amigos estivessem comigo. Muzan rugia tentando me quebrar, mas minha cicatriz só sabia brilhar. E no último instante, no último fio, eu cortei a noite e trouxe de volta o brilho. Nezuko voltou humana chorando, meu peito finalmente respirando. A paz voltou pro meu caminho, e eu entendi: eu nunca lutei sozinho.