(Verso 1)
O céu rasgou o véu, a fúria da água no chão.
Um raio cortou o breu, iluminando a sua mão.
Não é mais garoa, é o dilúvio final,
O mundo se afoga nesse palco brutal.
Você me chama para a valsa, sem pressa, sem perdão,
Sua sombra é a única salvação.
(Refrão 2×)
Dançando no temporal com a Morte ao meu lado!
Cada passo um trovão, cada giro um relâmpago ousado!
A chuva lava a vida, o vento canta o fado,
Até o último átimo, eu serei seu convidado!
Gira, gira, sem medo de ser consumido pelo fim...!
(Verso 2)
O medo virou adorno, a sanidade é opcional.
Se o mundo não tem retorno, farei do fim um carnaval.
Seu sorriso é o abismo, o meu é o desafio,
Neste batismo de caos e frio.
A água nos olhos, a verdade no olhar,
Não há para onde correr, só há como dançar.
(Ponte)
O vento uiva mais forte, a estrutura vai ceder!
A única certeza é a sua presença, o prazer de não temer!
Isso não é sobre viver, é sobre sentir o fim chegar!
(Refrão Final)
Dançando no temporal com a Morte ao meu lado!
Cada passo um trovão, cada giro um relâmpago ousado!
A chuva lava a vida, o vento canta o fado,
Até o último átimo, eu serei seu convidado!
Gira, gira, sem medo de ser consumido pelo Fim...!