(Verso 1)
A chuva lá fora, um véu que cobre o mundo,
Meu último cenário, um palco profundo.
As luzes se apagam, o relógio quebrou,
Mas um sorriso leve no meu rosto restou.
Você está parada ali, Dama de véu molhado,
Estende a mão fria, meu último convidado.
(Pré-Refrão)
O tempo não importa mais, só o som das gotas no vidro,
E um calor no peito que nunca foi vivido.
A batida do meu peito já não tem mais pressa,
Essa é a dança final, a melhor promessa.
(Refrão)
É a última dança, na noite de chuva sem fim,
Com a Morte a me guiar, num abraço que é sim.
Sim para o silêncio, sim para o adeus que virá,
Entre o som do trovão, a beleza florescerá.
Gire comigo, Dama, sob esse céu que chora,
Esse é o momento bom, o melhor momento agora.
(Verso 2)
Não busco a fuga, nem luto contra a maré,
A chuva lava a culpa, fortalece a minha fé.
Fé no que foi vivido, cada riso, cada dor,
Agora tudo faz sentido, com um toque de amor.
Seus olhos vazios refletem minha história inteira,
E vejo que valeu a pena a vida inteira e derradeira.
(Ponte)
E ela sussurra palavras que o vento leva,
"Não tenhas medo, a paz aqui não é treva."
Apenas o silêncio, a ausência de dor,
Parto nesta noite, nesse momento de esplendor.
(Refrão Final)
É a última dança, na noite de chuva sem fim,
Com a Morte a me guiar, num abraço que é sim.
Sim para o silêncio, sim para o adeus que virá,
Entre o som do trovão, a beleza florescerá.
Gire comigo, Dama, sob esse céu que chora,
Esse é o momento bom, o melhor momento agora.