(Verso 1)
Acordei de madrugada, senti um arrepio
Barriga começou a roncar, foi um desafio
Corri pro banheiro, sem tempo pra pensar
Se eu demorasse um segundo, ia me sujar!
(Refrão)
Corre, corre, corre que lá vem!
O intestino tá solto, não segura ninguém!
Senta, aperta, faz cara de dor,
Quem mandou comer aquele feijão de ontem, amor?
(Verso 2)
No ônibus lotado, suando sem parar
A cada lombada, o bicho quer escapar
O motorista freou, quase que deu ruim
Se eu não chegasse logo, ia ser meu fim!
(Refrão – repetir com mais desespero!)
Corre, corre, corre que lá vem!
O intestino tá solto, não segura ninguém!
Senta, aperta, faz cara de dor,
Nunca mais eu misturo leite com licor!
(Ponte – dramaticamente!)
Por que, meu Deus, por que isso agora?
Meu corpo inteiro implora…
Banheiro, por favor, não me abandone!
Essa cueca pode ser minha última fronte!
(Final épico!)
Cheguei no banheiro, sentei e foi um alívio
Jurei nunca mais comer aquele sanduíche esquisito
Mas amanhã eu sei que vou errar outra vez
E o ciclo sem fim vai continuar, talvez!