[Verso 1: Narrativo]
No rancho da periferia, o drama se desenrolava,
O padrasto dava o nome, o sustento ele garantia.
Mas o pai ausente, por uma lei era impedido,
De abraçar o próprio sangue, de ser por ele ouvido.
O ódio do padrasto era um muro de concreto,
Queria apagar o rastro, ser o único e o certo.
[Verso 2: A Tensão]
Ele odiava o DNA, odiava a semelhança,
Usava o ciúme pra afastar a esperança.
Dizia: "Quem cria sou eu, o dono aqui sou eu",
Esquecendo que o laço... foi Deus quem escreveu.
Mas no dia do aniversário, o plano foi traçado,
O pai buscou o filho, levou pro seu lado.
[Refrão: Forte, Repetitivo - O "Vai e Vem"]
Pode ser o dono da casa, mas não é o dono do amor!
Pode dar o teto, mas não tira a minha dor!
O sangue é meu, o filho é meu, o laço é meu...
O lugar é seu na cama, mas o pai dele sou EU!
O sangue é meu, o filho é meu, o laço é meu...
O lugar é seu na cama, mas o pai dele sou EU!
[Verso 3: A Tragédia (O Clímax)]
O portão veio abaixo, o padrasto surgiu mirando,
O ódio virou tiro, o ciúme foi disparando.
Mas a mão dele traiu, o destino foi cruel,
O clarão cortou o ar... e abriu o céu.
A pequena caiu ao solo, sobre o doce e o glacê,
Um presente de sangue que ninguém queria ver.
[Finalização: Lenta e Dramática]
Na cela da consciência, os dois homens se encaram,
As leis da terra e do sangue ali se misturaram.
E a vela que sobrou, no meio do vazio,
Ilumina o silêncio... de um corpo frio.