Tiago nasceu no fogo, rasgando o véu,
Filho do dragão e do serafim do céu.
Jogaram no mundo, perdido em prisão,
Mas as chamas negras abriram a visão.
Guerra no mundo de anjos e dragões,
Cercado por sombras e mil maldições.
O aço gritava, a fé se partia,
Mas Tiago lutava, queimava a agonia.
Chamas negras queimam, cortam o ar,
Tiago ressurge, pronto pra lutar.
Do aço ao fogo, o destino chamou,
O filho do dragão nunca se curvou.
Punhos cerrados, rasgando o chão,
Entre gritos e sangue, moldou sua mão.
Fez da rua a arena, da dor um sermão,
E em cada batalha deixou um irmão.
No fogo das guerras, rezava baixinho,
Andava nas trevas sem mudar o caminho.
Marcado no peito, aço em oração,
Levantava os caídos e abria o portão.
Chamas negras queimam, cortam o ar,
Tiago ressurge, pronto pra lutar.
Do aço ao fogo, o destino chamou,
O filho do dragão nunca se curvou.
Quando Zambara rugiu, a terra tremeu,
Olhos em fogo, Tiago venceu.
Machado girando, cortando o céu,
Fez tremer as asas do anjo cruel.
Chamas caíram, queimando os pecados,
Mas Tiago seguiu entre os condenados.
Carregava na alma os nomes que foram,
Orando em silêncio pelos que choram.
Chamas negras queimam, cortam o ar,
Tiago ressurge, pronto pra lutar.
Do aço ao fogo, o destino chamou,
O filho do dragão nunca se curvou.
Guerra de luz, asas queimadas,
Dragões rugiam nas noites caladas.
O céu desabava, mas ele ficou,
De olhos fechados, o fogo guiou.
E mesmo nas cinzas, sentia a missão,
Caminhava sozinho com fé na visão.
Filho do dragão, marcado na pele,
Oração em silêncio, cortando a treva.
Chamas negras queimam, cortam o ar,
Tiago ressurge, pronto pra lutar.
Do aço ao fogo, o destino chamou,
O filho do dragão nunca se curvou.