Escrita
DJoco Boy & Mario Sola — “Não Vou Parar”
[Intro — Djoco Boy]
Yo, yo, yo...
Djoco Boy na voz, Mario Sola no apoio,
Vida de trabalhador, ninguém conhece o nosso molho.
No Maquinino, todos dias, sol ou frio,
Trabalho pesado, mas eu nunca desvio.
[Verso 1 — Djoco Boy]
Eu Djoco Boy trabalho todos os dias,
Na cerâmica, Maquinino, enfrentando ventanias.
Desde cedo na rua, quando o frio bate forte,
Eu pego no trabalho, faço frente à minha sorte.
Mão cheia de poeira, roupa cheia de cimento,
Mas eu continuo firme, não abandono o movimento.
Boss, muito obrigado pelos duzentos que me dá,
Eu agradeço de coração, mas preciso falar:
Duzentos não chega para aquilo que eu preciso,
A vida está pesada, mas eu sigo no improviso.
Não estou a reclamar, estou só a explicar,
Porque trabalhador também tem contas para pagar.
[Refrão — Djoco Boy & Mario Sola]
Eu não vou parar, eu não vou desistir,
Mesmo com pouco dinheiro, eu vou continuar a seguir.
Se hoje está difícil, amanhã pode melhorar,
Enquanto tiver força, eu vou sempre trabalhar.
Maquinino testemunha tudo que eu passei,
Com frio e com cansaço, mesmo assim eu aguentei.
Djoco Boy na luta, Mario Sola também,
Quem trabalha com verdade sabe o valor que tem.
[Verso 2 — Mario Sola]
Eu sou Mario Sola, irmão, escuta a minha voz,
Na rua vendo pau, enfrentando dias ferozes.
Com dose de coco na mão, tentando sobreviver,
Não espero pela sorte, faço tudo pra vencer.
Hoje vendo na rua, amanhã quero crescer,
O sonho é grande, eu não posso me esconder.
Tem dia que não vende, tem dia que dá certo,
Mas eu continuo andando, com o objetivo desperto.
A vida não é fácil, isso nós já sabemos,
Mas enquanto houver força, nunca nós desistiremos.
Pouco dinheiro no bolso não mata a esperança,
Porque quem luta diariamente ainda guarda confiança.
[Verso 3 — Djoco Boy]
Boss, eu digo obrigado, não quero faltar respeito,
Mas duzentos por dia não resolve tudo direito.
Comida, transporte, casa, tantas necessidades,
Trabalhar todo dia também tem dificuldades.
Eu levanto de manhã pensando na família,
Mesmo quando o corpo dói, minha vontade ainda brilha.
Cerâmica, cimento, poeira no chão,
Cada dia de trabalho é mais uma construção.
Talvez ninguém veja quando eu estou cansado,
Mas Deus conhece o caminho que eu tenho enfrentado.
Eu não quero luxo, eu só quero condição,
Pra viver dignamente com o suor da minha mão.
[Refrão]
Eu não vou parar, eu não vou desistir,
Mesmo com pouco dinheiro, eu vou continuar a seguir.
Se hoje está difícil, amanhã pode melhorar,
Enquanto tiver força, eu vou sempre trabalhar.
Maquinino testemunha tudo que eu passei,
Com frio e com cansaço, mesmo assim eu aguentei.
Djoco Boy na luta, Mario Sola também,
Quem trabalha com verdade sabe o valor que tem.
[Ponte — Mario Sola]
Se não tem emprego, eu invento uma maneira,
Vou pra rua trabalhar, de segunda a segunda-feira.
Pau na mão, coco na dose, caminhando pela cidade,
Não é vergonha trabalhar, vergonha é abandonar a vontade.
Eu sei que cada moeda vem do suor derramado,
Cada ve