Eu já fui um muro, um nó apertado,
Um coração de pedra, sempre fechado.
A minha verdade era uma lança na mão,
E eu não dava espaço para a compaixão.
Mas vi que a dureza só me trazia dor,
E que a vida pedia para ter mais cor.
Cansei de ser cinza, de ser um espinho,
E decidi trilhar um novo caminho.
Onde havia pedra, hoje planto um jardim,
E deixo que o bem floresça dentro de mim.
O muro que eu era, agora é uma ponte,
E a minha alma bebe de outra fonte.
É um passo por vez, um novo olhar,
É a raiva antiga que aprendo a domar.
É ser o silêncio, e não o trovão,
É dar mais ouvidos à intuição.
Quero ser o sol que ajuda a aquecer,
Uma canção boa de se ouvir e de se ter.
Em cada detalhe, em tudo que eu fizer,
Um ser humano muito melhor eu quero ser.