> (verso 1)
Já aceitei que meu mundo é meio falho
Que eu busco afeto em stories e atalhos
Que minha cama é um ninho de derrotas
Mas também de vitórias quase mortas
> O espelho mostra um corpo que ficou
Enquanto minha alma deu logout e não voltou
Falo com fantasmas por mensagens apagadas
Mas aprendi a rir das minhas próprias piadas
> (pré-refrão)
Eu sou a notificação que ninguém abre
O “visto por último” sem ninguém que cabe
Mas tô aqui, e quer saber? Tá tudo certo
Aprendi a me amar do jeito mais incerto
> (refrão)
Eu sou decadente, e tô ok com isso
Me abraço com memes, me curo com vício
O celular é meu altar, minha prisão
E mesmo assim… eu não solto essa conexão
Tô quebrado, mas me entendo
Tô sozinho, mas vivendo
Essa versão beta de mim
É a mais sincera que já vi
> (verso 2)
Já tentei ser mais real e menos tela
Mas só me sinto viva quando a luz dela
Reflete minha cara no escuro do quarto
E me mostra que ainda existo de algum modo torto
> Eu danço parada, sem plateia, sem som
Meu ritmo é lento, mas tem coração
Fiz amizade com minha ansiedade
E agora ela me chama de “irmandade”
> (pré-refrão)
Talvez eu nunca seja exemplo de nada
Mas fui meu próprio colo na madrugada
Já me odiei tanto que hoje me aceitar
É tipo bug que virou superpoder no ar
> (refrão)
Eu sou decadente, e tô ok com isso
Me abraço com memes, me curo com vício
O celular é meu altar, minha prisão
E mesmo assim… eu não solto essa conexão
Tô quebrado, mas me entendo
Tô sozinho, mas vivendo
Essa versão beta de mim
É a mais sincera que já vi
> (bridge – quase falado, tipo um desabafo no TikTok)
Eu não quero ser luz…
Quero só ser visto sem precisar brilhar
Porque até estrela morta ainda consegue iluminar
> (refrão final – como se gritasse no fundo de um túnel)
Eu sou decadente, e isso me completa
Cada falha minha é parte da minha meta
Não preciso ser inteiro pra existir
Nem perfeito pra sorrir
Tô em modo avião por dentro
Mas fora de mim…
Eu continuo tentando não desistir