[Intro]
chiado…
Canal perdido, sinal instável
Se ouvir demais, não dá pra voltar
[Verso 1]
Cabeça de tela, olhos em loop
Estrela girando, mente em reboot
Corpo costurado, glitch na pele
Ando no túnel onde a luz não me reconhece
Carrego o passado em VHS
Cada passo ecoa um “quem você é?”
Sangue pinga como pixel quebrado
Memória falha, mundo embaralhado
Eles nos chamam de erro do sistema
Mas fomos criados no fundo do problema
Sem rosto humano, sem identidade
Só ruído, dor e eletricidade
[Pré-Refrão]
Se você ouvir minha voz no escuro
Não confia, não segue, é inseguro
A verdade mora no canal errado
Onde o sinal foi assassinado
[Refrão]
📺 Estamos ao vivo na frequência morta
📺 Onde a esperança cai e não volta
📺 Dois corpos, uma transmissão
📺 Rap correndo como interferência no coração
[Verso 2]
Um carrega o peso da imagem antiga
Outro segura o mundo numa tela maldita
Xadrez no visor, jogo sem rei
Aqui ninguém vence, só sobrevive
Caminhamos juntos no ruído da noite
Sem nome, sem tempo, sem norte
A cidade dorme, mas a TV acorda
Sussurra verdades que ninguém suporta
Fita rebobinando trauma e dor
Cada frame é um grito sem som
Se desligar, talvez acabe
Mas quem vive em sinal nunca escapa
[Ponte]
chiado…
Você está assistindo
Mas nunca foi convidado
[Refrão]
📺 Estamos ao vivo na frequência morta
📺 Onde a alma sangra e se solta
📺 Dois personagens fora do ar
📺 Mas o silêncio ainda sabe rimar
[Outro]
Tela escura
Último frame
Se o sinal cair…
A gente permanece.