[Verso 1]
Foros da Barreta, terra de poeira no chão,
No quintal só eu e a minha imaginação,
Sem irmãos pra partilhar o tempo, nem vizinhos,
Brincadeiras eram sombras, sempre sozinho.
[Verso 2]
O sol batia forte, queimava a pele cansada,
Na mente eu criava mundos, uma jornada inventada,
Na cerca de madeira, os sonhos eram portais,
Fazia de cada dia um universo sem iguais.
[Refrão]
Minha infância foi silêncio, um eco no vazio,
Sem risos ou barulhos, só o vento no caminho,
Cresci entre os campos, isolado na visão,
Foros da Barreta, meu palco, minha prisão.
[Verso 3]
As galinhas ciscavam, meu único público fiel,
Entre árvores e sombras, desenhava o meu papel,
Um herói sem cape ou armadura dourada,
Era o menino solitário, na sua saga inventada.
[Verso 4]
O rádio tocava distante, uma trilha de outro mundo,
Enquanto eu plantava sonhos no solo mais profundo,
Cada passo na terra era uma linha do destino,
Foros da Barreta, guardião do meu menino.
[Refrão]
Minha infância foi silêncio, um eco no vazio,
Sem risos ou barulhos, só o vento no caminho,
Cresci entre os campos, isolado na visão,
Foros da Barreta, meu palco, minha prisão.