Nos nos vamos vencer oooo ooo
Nas ruas frias depois do muro cair,
promessas de liberdade no ar a subir.
Mas no meio da festa nasceu o medo,
olhos de ódio escondidos no mesmo segredo.
Estrangeiros chegaram buscando viver,
trabalho e esperança pra não mais sofrer.
Mas portas fecharam, vozes a gritar,
“Tu não és daqui, não podes ficar.”
[Pré-Refrão]
Mas o coração humano não nasceu pra dividir,
o mesmo sangue corre, ninguém pode impedir.
[Refrão]
Não… o racismo não vai vencer!
O mundo inteiro vai se erguer.
Muro nenhum vai separar
um coração que quer amar.
Não… o racismo não vai mandar,
nem a mentira pode dominar.
Quando o povo se levantar,
o ódio vai desaparecer.
[Verso 2]
Anos passaram, mas a dor ficou,
nomes esquecidos que a noite levou.
Rostos queimados pela humilhação,
gritos presos dentro do coração.
Mas também nasceram mãos a ajudar,
gente nas ruas pronta pra lutar.
Dizendo alto pra todo ouvir:
“Este mundo é de quem quer construir.”
[Pré-Refrão]
Nenhuma cor pode dividir
o sonho de viver e sorrir.
[Refrão]
Não… o racismo não vai vencer!
O mundo inteiro vai se erguer.
Muro nenhum vai separar
um coração que quer amar.
Não… o racismo não vai mandar,
nem o medo pode dominar.
Se a verdade começar a falar,
o ódio vai desaparecer.
[Ponte]
De 1989 até hoje aqui,
a história ainda está por escrever.
Se o medo tentar voltar outra vez,
mil vozes vão responder:
[Final]
Não!
Nenhum homem nasce inimigo.
Não!
O mundo é casa de todos.
Levanta a voz, deixa o amor falar —
o racismo nunca vai ganhar.