(VERSO 1)
Sequência três, no tempo eu me perdi
Um Estudioso do Passado, sombras que eu revivi
Puxando avatares da poeira, fantasmas que eu criei
Klein Moretti morreu, só a máscara que eu me tornei
Cada fio da história, na minha mão, virou terror
Um fantoche que manipula com silêncio e com dor
(REFRÃO)
Me chamam de Louco, o zero no baralho
Um passo no abismo, cortando o atalho
Enganando os deuses num jogo sombrio
No trono de névoa, o poder que me possuiu
Sou o mistério que ninguém vai decifrar
A aposta impossível que o destino vai pagar
(VERSO 2)
Subindo pra dois, o Milagre é minha arma
Onde a lógica morre, eu reescrevo o karma
Crio a chance do nada, sou a falha na real
Um Invocador de Milagres, poder celestial e brutal
Sussurros na mente, vermes que eu alimento
Servo dos Segredos, mestre do tormento
Dobrando o destino com um simples movimento
(REFRÃO)
Me chamam de Louco, o zero no baralho
Um passo no abismo, cortando o atalho
Enganando os deuses num jogo sombrio
No trono de névoa, o poder que me possuiu
Sou o mistério que ninguém vai decifrar
A aposta impossível que o destino vai pagar
(PONTE)
A névoa cinza esconde o que eu já fui
Um homem, um sonho, que o tempo destruiu
Cada alma que eu visto, um pedaço de mim se vai
Nesse teatro de loucura, quem diz o que é real?
(VERSO 3)
Sequência zero... o abismo me encara
A coroa me chama, a sanidade se cala
No trono do Louco, a realidade em chama
Dono do engano, da porta, do drama
Não sou mais um homem, sou um poder etéreo
O mundo é meu palco, um teatro sério
E eu sou o diretor, nesse fim delirante
O Sr. Louco, eterno e triunfante.
(OUTRO)
O Mundo...
O Louco...
O Mistério...
Eterno