Yeah... pros dois guerreiro que o mundo quis quebrar
E pra vó que virou escudo pra salvar...
Verso 1
O menino adotado, jogado, abandonado
Lar sem calor, só eu e minha irmã do lado
Dois contra o mundo, sem munição, sem paz
Dormindo com fome, sonhando com um cais
Sistema frio, Justiça lenta, porta fechada
Mas tinha uma véia que nem era da nossa laia
Nem conhecia, nem devia, mas sentiu na alma
Viu duas criança no escuro e virou chama
Refrão
Até a vó chegar, guerreira, batalhadora
Peitou juiz, peitou papel, peitou a hora
Se hoje eu piso firme em qualquer lugar
É porque cê me ensinou a andar
Se cê soubesse, vó, o nó que dá no peito
Quando eu lembro do inferno que cê desfez sem jeito
Cê foi teto, cê foi chão, cê foi lei
Cê foi mãe quando o mundo disse "não pode, não sei"
Verso 2
Adotou sem ter parido, isso é amor de verdade
Enquanto uns tem sangue e faltam com a lealdade
Cê tirou nóis do fundo, lavou as cicatriz
Ensinou que família é quem não te deixa por um triz
Trabalhou dobrado, comeu marmita fria
Pra sobrar o pão nosso de cada dia
Não teve capa, mas teve calo na mão
Cada calo seu virou nossa proteção
Ponte - Falado
Vó... cê lembra daquela noite que a gente chorou de medo?
Hoje nóis chora de orgulho, de vitória, de enredo
Cada diploma, cada conquista, cada degrau
Tem sua digital, sua reza, seu sarau
Refrão
Até a vó chegar, guerreira, batalhadora
Peitou juiz, peitou papel, peitou a hora
Se hoje eu piso firme em qualquer lugar
É porque cê me ensinou a andar
Se cê soubesse, vó, o nó que dá no peito
Quando eu lembro do inferno que cê desfez sem jeito
Cê foi teto, cê foi chão, cê foi lei
Cê foi mãe quando o mundo disse "não pode, não sei"
Outro
Então ergue a cabeça, rainha, que o trono é seu
Sem você nóis era estatística que o vento levou
Mas cê quebrou a corrente, virou o jogo
De abandono virou abrigo, de cinza virou fogo
Por isso hoje eu rimo, eu grito, eu celebro
Que vó também é mãe, e das brabas, eu celebro
Feliz Dia das Mães, minha velha
Te amo mais que o rap ama a rua inteira ❤️👑