[Verso 1]
Quando a lua cheia sobe devagar,
E o silêncio toma conta da cidade,
Há uma sombra que começa a caminhar,
Entre a noite, o vento e a eternidade.
Veste negro como a própria escuridão,
Cabelos soltos dançam pelo ar,
Traz no rosto um segredo sem explicação,
E ninguém sabe de onde vem, nem onde vai parar.
[Pré-Refrão]
Dizem que ela conhece cada segredo,
Que a noite lhe contou tudo o que viu,
E quem cruza o seu olhar sente medo,
Como se o tempo, de repente, parou e caiu.
[Refrão]
Ela vem na lua cheia,
Quando o mundo adormece sem saber,
É a mulher da noite, a misteriosa,
Que ninguém consegue compreender.
Seu olhar atravessa a mente,
Faz calar o coração,
Paralisa todos os sentidos,
Como um feitiço na escuridão.
Ela vem… e desaparece,
Antes do sol nascer,
E leva consigo os segredos
Que ninguém jamais vai conhecer.
[Verso 2]
O vento murmura o seu nome baixinho,
Como uma canção perdida no tempo,
Conta histórias de um velho caminho,
Feito de lágrimas, saudade e sofrimento.
Talvez carregue uma tristeza escondida,
Talvez procure aquilo que perdeu,
Talvez caminhe sozinha pela vida,
À procura de alguém que nunca esqueceu.
E quando passa, as árvores se calam,
A lua parece querer-lhe falar,
As estrelas, lá do alto, a acompanham,
Enquanto ela continua sem olhar para trás.
[Pré-Refrão]
Dizem que ela conhece cada segredo,
Até aqueles que ninguém contou,
E que guarda dentro do peito o medo
De um amor que a própria noite levou.
[Refrão]
Ela vem na lua cheia,
Quando o mundo adormece sem saber,
É a mulher da noite, a misteriosa,
Que ninguém consegue compreender.
Seu olhar atravessa a mente,
Faz calar o coração,
Paralisa todos os sentidos,
Como um feitiço na escuridão.
Ela vem… e desaparece,
Antes do sol nascer,
E leva consigo os segredos
Que ninguém jamais vai conhecer.
[Ponte]
E se uma noite a encontrares,
Não perguntes quem ela é…
Deixa o vento falar por ela,
Deixa a lua mostrar-te o que quiser.
Porque há mistérios que nasceram
Para nunca serem revelados,
E há almas que caminham na noite
Com os seus sonhos quebrados.
[Último Refrão]
Ela vem na lua cheia,
Como um sussurro sobre o mar,
Negra a roupa, soltos os cabelos,
E um olhar impossível de enfrentar.
Ela conhece os segredos da noite,
Conhece a dor, conhece a paixão,
E o vento canta os seus lamentos
Nas ruas vazias da solidão.
Ela vem… quando a lua chama,
Ela vai… quando nasce o dia,
E deixa apenas no silêncio
O eco da sua melancolia.
[Final]
Na próxima lua cheia,
Talvez volte a aparecer…
Mas se encontrares os seus olhos,
Talvez nunca mais consigas esquecer.