(Quando as Correntes Caem)
(Verso 1)
Eu caminhei por tantas guerras,
Carregando o peso da dor.
Entre ruínas e memórias,
Procurei a luz do amor.
Vi impérios se perderem,
Vi castelos virar pó.
Mas dentro do silêncio eterno,
Descobri que nunca estive só.
(Pré-Refrão)
E quando o vento chamou meu nome,
As sombras ficaram para trás.
O medo soltou minhas mãos,
E meu coração encontrou a paz.
(Refrão)
Agora sou livre, livre enfim,
Como um rio voltando ao mar.
Nada pode prender minha alma,
Nada pode me acorrentar.
Agora sou livre, posso voar,
Além do tempo e da solidão.
Nos campos dourados da eternidade,
Encontrei meu verdadeiro lar.
(Verso 2)
Os que partiram me aguardavam,
Do outro lado da canção.
Sorrisos feitos de estrelas,
Abraçando meu coração.
Toda lágrima derramada
Transformou-se em luz no céu.
Toda perda foi caminho,
Toda noite rasgou seu véu.
(Ponte)
Eu não esqueço os que amei.
Eu não esqueço quem eu fui.
Cada passo, cada batalha,
Foi a estrada que me conduziu.
E agora posso descansar,
Sem correntes, sem temor.
Como uma chama que retorna
Ao infinito Criador.
(Refrão Final)
Agora sou livre, livre enfim,
Como um pássaro ao amanhecer.
O universo canta comigo,
Celebrando o renascer.
Agora sou livre, posso sentir
A paz que sempre procurei.
E entre estrelas eternas,
Finalmente me encontrei.
(Final)
Laia... laia... laia...
O vento canta sobre o mar.
Laia... laia... laia...
Nenhuma porta vai se fechar.
Laia... laia... laia...
A alma aprendeu a voar.
Agora sou livre...
Agora sou livre...
Agora sou livre para amar.