(Mãe das Quatro Estações)
Mãe,
Que floresce no ventre da montanha, Mãe,
Desperta as sementes do meu ser, Mãe,
Ensina o silêncio das florestas, Mãe,
Pra que eu aprenda a escutar o viver.
Mãe,
Que dança nas marés do infinito, Mãe,
Lava as marcas do meu coração, Mãe,
Reflete estrelas nas águas da alma, Mãe,
E transforma a dor em canção.
Eu caminho ao reconhecer
Cada rosto como um espelho meu,
Cada pedra, cada pássaro,
Traz um fragmento do céu.
Eu caminho ao reconhecer
Que não existe separação,
Tudo pulsa no mesmo ritmo,
No compasso da criação.
Mãe,
Chama sagrada no centro da vida, Mãe,
Aquece os caminhos do meu chão, Mãe,
Revela a beleza escondida, Mãe,
Em cada gesto de compaixão.
Mãe,
Brisa suave que toca os mundos, Mãe,
Sopra esperança na escuridão, Mãe,
Faz do meu corpo um templo vivo, Mãe,
E do amor minha direção.
Oh, Grande Mãe,
Escuta minha oração,
Guarda acesa para sempre
A estrela do meu coração.
Oh, Grande Mãe,
Escuta minha oração,
Guarda acesa para sempre
A estrela do meu coração.
Tu és a terra que sustenta,
És o rio que faz crescer,
És o fogo que ilumina,
És o vento que faz viver.
Tu és a terra que sustenta,
És o rio que faz crescer,
És o fogo que ilumina,
És o vento que faz viver.
Quando me perco nos caminhos,
Tua presença vem me encontrar,
Como aurora depois da noite,
Como um canto sobre o mar.
E agradeço por existir,
Por respirar tua criação,
Filho da luz que habita tudo,
Filho do mesmo coração.
E agradeço por existir,
Por respirar tua criação,
Filho da luz que habita tudo,
Filho do mesmo coração.
Filho da luz que habita tudo...
No eterno ventre da criação.