(Olódùmarè – O Sopro da Criação)
(Canção Inspirada na Cosmovisão Iorubá)
[Verso I]
Antes do tempo existir,
antes do céu e do chão,
havia um silêncio sagrado
guardado na imensidão.
Nem estrela, nem caminho,
nem rio, nem direção.
Só a presença infinita
da primeira vibração.
Olódùmarè...
mistério sem começo e fim.
Fonte da vida eterna,
raiz de tudo que há em mim.
[Pré-Refrão]
Quando o verbo ecoou no vazio,
a existência despertou.
E da luz do eterno mistério,
todo o universo brotou.
[Refrão]
Olódùmarè, Pai da Criação,
chama divina do meu coração.
Teu axé percorre céu e mar,
faz a vida florescer e caminhar.
Olódùmarè, força sem igual,
presença oculta, poder ancestral.
No vento, no fogo, na água e no ar,
teu sopro continua a criar.
[Verso II]
Dos Òrìṣàs nasceu a missão,
de guardar a Terra e seus caminhos.
Cada folha, cada pedra,
cada ser jamais está sozinho.
No tambor que rompe a noite,
na criança a sorrir,
na dança das águas profundas,
teu segredo está por vir.
[Ponte]
Não há olhos que te vejam,
não há mãos para tocar.
Mas todo ser sente tua força
quando aprende a escutar.
No pulsar da própria vida,
na estrela ao amanhecer,
Olódùmarè se revela
em tudo que faz nascer.
[Grande Refrão]
Olódùmarè, luz primordial,
mistério eterno e universal.
Do infinito ao menor grão de chão,
teu amor sustenta a criação.
Olódùmarè, Senhor do Axé,
teu poder mantém o mundo em pé.
Que eu caminhe em sabedoria e fé,
seguindo a vontade de Olódùmarè.
[Final]
Mo júbà Olódùmarè...
Origem de toda existência.
Mo júbà Olódùmarè...
Fonte eterna da consciência.
Mo júbà Olódùmarè...
Que teu axé nos conduza em paz.