No céu não tem luz pra mim.
Só o peso do que eu sou.
Verso 1
Eu ando entre ruínas, cercado de silêncio,
Carrego nos olhos o peso do conhecimento.
Cada nome que eu lembro é mais um arrependimento,
Vidas que eu perdi viraram meu tormento.
Tentei entender o mundo, mergulhei na verdade,
Mas quanto mais eu sei, mais eu perco a humanidade.
Minhas mãos constroem monstros sem intenção,
Tudo que eu toco vira dor e destruição.
Pré-Refrão
Se o mal nasceu comigo desde o início,
Por que ainda sinto culpa por cada sacrifício?
Se eu sou o erro que o próprio Deus criou…
Por que meu peito ainda sangra quando tudo acabou?
Refrão
Eu sou o vazio tentando respirar,
Um coração quebrado que não sabe amar.
Se existe redenção pra alguém como eu,
Por que tudo que eu toco sempre morre, sempre cedeu?
Eu sou Beelzebu… prisioneiro de mim,
O maior inferno sempre viveu aqui dentro de mim.
Verso 2
Conhecimento virou minha própria maldição,
Cada resposta trouxe mais destruição.
Eu não busco perdão, não peço salvação,
Só quero o fim desse ciclo sem explicação.
Me chamam de demônio, de praga, de rei,
Mas ninguém vê o peso que eu carreguei.
Eu quis proteger, mas só soube ferir,
Tentei mudar o mundo… e só consegui destruir.
Pré-Refrão
Se eu sou a doença, a queda e a perdição,
Por que meu peito ainda clama por redenção?
Se meu destino é morrer como vilão…
Por que ainda sinto dor no fundo do coração?
Refrão
Eu sou o vazio tentando respirar,
Um coração quebrado que não sabe amar.
Se existe redenção pra alguém como eu,
Por que tudo que eu toco sempre morre, sempre cedeu?
Eu sou Beelzebu… condenado ao fim,
O maior inferno sempre viveu aqui dentro de mim.
Ponte (parte mais lenta / emocional)
Talvez eu tenha nascido só pra perder,
Pra provar que até deuses podem falhar em viver.
Se amar é um crime que eu nunca aprendi,
Então que essa dor seja tudo que restou de mim.
Não me chamem de monstro, de lenda ou de mal…
Sou só um ser quebrado tentando ser normal.
Último Verso (mais agressivo)
Não tenho aliados, só ecos do passado,
Cada passo meu é um erro repetido e marcado.
Se o mundo é cruel, eu virei o reflexo,
A dor me moldou, o vazio é meu endereço.
Não peço absolvição, eu encaro meu fim,
Se alguém vai cair hoje… que seja eu por mim.
Refrão Final
Eu sou o vazio que não sabe acabar,
Uma ferida aberta que insiste em sangrar.
Se existe redenção pra alguém como eu,
Ela morreu no destino que me escolheu.
Eu sou Beelzebu… sozinho até o fim,
O maior inferno… sempre viveu dentro de mim.