[Verso]
No sopro do vento, ouço a história
Vovó Maria Redonda, guardiã da memória
Rodando o tempo, círculo sagrado
Cada passo dela, o passado é narrado
Fumaça sobe, dança no ar
Rapé na mão, o espírito a chamar
Ancestralidade, pulsa no tambor
No peito vibra, a cura e o amor
[Refrão]
Vovó Maria Redonda, gira e ensina
No som do tambor, a alma se alinha
Ayahuasca canta, floresta responde
No coração da mata, onde tudo se esconde
[Verso 2]
Estrelas caem, guiam o caminho
Folhas sussurram, não estamos sozinhos
Cipó e folha, laços da criação
Vovó nos lembra: somos todos chão
Maracá ressoa, vibração do espírito
Ecoa na mata, ancestral infinito
O tempo é um rio, sem começo ou fim
Vovó Maria, nos leva pra dentro, enfim
[Refrão]
Vovó Maria Redonda, gira e ensina
No som do tambor, a alma se alinha
Ayahuasca canta, floresta responde
No coração da mata, onde tudo se esconde