Meu amigo se apaixonou, foi naquela confusão,
Pela filha da dona de uma grande instituição.
O namoro foi ligeiro, não deu tempo de pensar,
Veio a notícia: “Tem criança, agora é hora de casar!”
A cidade comentava, cada um dava opinião,
E a sogra preocupada quis salvar a reputação.
Chamou o rapaz de canto, fez uma proposta sem igual:
“Fica junto com minha filha, que eu te ajudo no final!”
[Pré-refrão]
E ele entrou nesse casamento
Sem saber o sofrimento
Que ainda ia enfrentar…
Tinha aliança no dedo,
Mas guardava um segredo:
A sogra ajudava a pagar!
[Refrão]
Ela dizia: “Vou pra faculdade estudar”,
Mas pulava o muro pra outro endereço visitar.
Enquanto ele trabalhava e ajudava o Ricardão,
O amigo pedia dinheiro e ainda tomava seu litrão.
Ele sabia dos boatos, mas fingia não saber,
Porque o dinheiro da sogrinha ajudava a sobreviver.
E dizia: “Deixa quieto, não vou me desesperar…
Chifre é igual a dívida: um dia vai caducar!”
[Verso 2]
O Ricardão era amigo, mas amigo só de ocasião,
Pedia grana emprestada, aproveitava o coração.
“Meu parceiro, me ajuda, depois eu vou te pagar…”
E enquanto pegava o dinheiro, ia a casa dele visitar.
A esposa saía cedo, toda arrumada pra estudar,
Com caderno debaixo do braço, pronta pra disfarçar.
Mas na faculdade ela nunca aparecia,
Na casa do Ricardão era onde ela se escondia.
[Pré-refrão]
E ele vendo aquela história,
Guardando tudo na memória,
Sem coragem de terminar…
Não era amor, era contrato,
Era boleto, era trato,
Era a sogra a sustentar!
[Refrão]
Ela dizia: “Vou pra faculdade estudar”,
Mas pulava o muro pra outro endereço visitar.
Enquanto ele trabalhava e ajudava o Ricardão,
O amigo pedia dinheiro e ainda tomava seu litrão.
Ele sabia dos boatos, mas fingia não saber,
Porque o dinheiro da sogrinha ajudava a sobreviver.
E dizia: “Deixa quieto, não vou me desesperar…
Chifre é igual a dívida: um dia vai caducar!”
[Ponte]
Mas um dia a vida muda, aparece um novo amor,
Ele encontrou outra pessoa e esqueceu daquele horror.
Juntou coragem e falou: “Agora eu vou me libertar,
Nem dinheiro de sogrinha vai me fazer continuar!”
Acabou com a filha da dona, respirou e foi viver,
Tirou o peso das costas, voltou a se reconhecer.
Mais de dez anos se passaram, ele vive sem preocupação,
E quando alguém fala em chifre, ele responde na canção:
[Último refrão]
“Chifre é igual a dívida, deixa o tempo trabalhar,
Depois de cinco anos passa, ninguém pode mais cobrar!
Eu já fui, mas não sou mais, isso é coisa do passado,
Meu chifre caducou faz tempo, hoje eu tô desimpedido e apaixonado!”
“Ricardão ficou pra trás, a sogrinha não manda mais,
A faculdade era mentira, mas hoje eu vivo em paz.
Se perguntarem do passado, eu começo a gargalhar:
Chifre é igual a dívida… depois de cinco anos vai caducar!”
[Final falado]
“E não adianta procurar no SPC do coração…
Esse chifre já caducou!”