Criamos um Deus do nosso tamanho
Escolhemos versos como quem escolhe o pão
Queremos o milagre, não o caminho
Pulamos a cruz, abraçamos a emoção
Gostamos da promessa que não dói
Da graça sem transformação
Chamamos de fé o que só nos convém
E de liberdade a nossa própria direção
Falamos Teu nome, mas seguimos a nós
Dizemos “Senhor”, mas não Tua voz
A Tua vontade fica pra depois
Enquanto o eu continua no trono entre nós
Eu preciso morrer pra viver em Ti
Negar meu querer, Te deixar conduzir
Não ser só discurso, mas corpo e ação
Ser Tua verdade em forma de canção
Ignoramos o amor que se entrega inteiro
Que lava os pés, que escolhe perdoar
Queremos um Cristo sem madeiro
Um Reino sem custo, sem se quebrar
Mas Teu chamado ainda ecoa forte
“Perde a vida pra então achar”
Não há ressurreição sem morte
Nem cruz sem se deixar levar
Que eu morra em mim, que Cristo apareça
Que minhas atitudes falem mais que a voz
Que o mundo Te veja quando me observa
Não como religião, mas vida em nós
Não só ouvir, não só repetir
Mas viver o que disseste, até o fim
Que eu seja Teu reflexo em cada passo
Uma parábola viva de Ti em mim
Menos de mim
Mais de Ti
Até que eu desapareça
E só Cristo viva aqui