(Verso 1)
Estou sentado à beira do caminho a te esperar,
Somente eu e meu violão, a cantar.
Será que algum dia você vai chegar?
Já escrevi muitas canções, vou continuar.
(Verso 2)
O sol se põe e a luz some devagar,
O cheiro do mato me faz te lembrar.
O vento frio da noite, a me abraçar,
Parece que o tempo parou só pra eu sonhar.
Olho a poeira que levanta a cada carro,
Mas nenhum deles tem a cor do teu laço.
(Refrão)
É na beira do caminho que a minha fé se cala,
É a distância fria que o meu amor não embala.
Eu sou a estrela que ninguém consegue ver,
Vivendo de um futuro que não é pra acontecer.
Eu não saio daqui, a saudade é meu guia,
Nessa estrada longa onde a esperança esfria.
(Verso 3)
Eu lembro o dia em que você disse "Volto já",
A frase simples que me prende a esse lugar.
O violão já tem as marcas do meu chorar,
Os acordes tristes que não vão me curar.
A canção de hoje fala que amar assim,
É um deserto sem fim, que só tem areia e em mim.
(Refrão)
É na beira do caminho que a minha fé se cala,
É a distância fria que o meu amor não embala.
Eu sou a estrela que ninguém consegue ver,
Vivendo de um futuro que não é pra acontecer.
Eu não saio daqui, a saudade é meu guia,
Nessa estrada longa onde a esperança esfria.
(Ponte)
Eu fecho os olhos e imagino o teu beijo,
Mas quando abro, só vejo o vazio do desejo.
Eu sigo aqui, te guardando no meu peito,
Esperando o milagre, sem ter o direito.
(Final)
Sentado à beira do caminho... a te esperar...
(O violão repete a melodia de forma triste e some no final.)