NO FIM
(1ª Parte)
Eu tento, tento e nada muda,
O meu sangue escorre como água numa rua imunda.
Os dias passam, a dor não é como uma paisagem,
E o vazio no peito é maior que a coragem.
Caminho só, a sombra é minha amiga,
Tantos sonhos que se perdem, já não vejo a saída,
Parece que o mundo gira, mas eu estou parado,
Entre o que foi e o que nunca foi alcançado.
(Refrão)
No fim, quem é que vai me entender?
No fim, só resta o que eu tentei esquecer,
As promessas quebradas, os dias sem cor,
No fim, só sobra o silêncio e a dor.
(2ª Parte)
Eu fui buscando o que nunca encontrei,
Passei por muitos, mas sozinho sempre fiquei,
O tempo não cura, ele só ensina a viver
Com feridas abertas, sem saber se vou conseguir sobreviver.
E a saudade aperta, a ausência é o castigo,
Perdi-me no caminho, agora sou um inimigo,
De mim mesmo, dos meus erros e falhas,
No fim, o que resta é a memória que me atrapalha.
(Refrão)
No fim, quem é que vai me entender?
No fim, só resta o que eu tentei esquecer,
As promessas quebradas, os dias sem cor,
No fim, só sobra o silêncio e a dor.
(Ponte)
Eu sei que o fim é inevitável,
Mas será que um dia a dor vai ser tolerável?
Eu só queria entender onde errei,
E por que me sinto tão perdido assim, sem saber.
(Refrão Final)
No fim, quem é que vai me entender?
No fim, só resta o que eu tentei esquecer,
As promessas quebradas, os dias sem cor,
No fim, só sobra o silêncio e a dor.