(Verso 1)
À noite fico a imaginar,
O rosto que ainda não beijei,
Os passos que em sonhos desenhei,
E que nas algibeiras do meu coração guardei,
Como uma benção que o tempo vai revelar.
Tu e eu, juntos, já somos dois, indivisíveis,
Mas o pretérito mais do que perfeito do amor,
Conjuga-se no presente, e será o manancial que beijará a foz,
E crescerá como parte da nossa alma, parte da nossa voz.
O tempo, esse madraço, passa devagar,
Indiferente aos desejos de quem te quer abraçar.
(Verso 2)
A cada suspiro, cresce uma nova certeza,
De que os braços que vão-te embalar,
O sôfrego peito que vai-te guardar,
Estão prontos para acolher as pétalas desse teu jardim,
E na mais doce das alquimias, de quem um dia fomos,
Na beleza de finalmente te vermos, Benjamim,
A mãe e eu saberemos finalmente quem somos.
(Ponte)
Passo a passo, mão na mão,
Eu já sinto a vida a pulsar,
Um anjo vai chegar, para nos mostrar,
Que o amor é um oceano a transbordar,
É o sal das lágrimas que iluminam os recantos da emoção.
(Refrão)
O nosso céu, o nosso filho, a nossa canção,
O amor cresceu e bate forte no coração,
Em cada gesto, um novo mundo vai surgir,
E até o silêncio é lindo, quando espero por ti aqui.
(Verso 3)
A cada passo que damos,
O caminho faz-se ameno, breve e singelo,
Mesmo de olhos fechados, já te sinto,
Já te contemplo, tão pleno, tão belo.
Os dias passam, e a ansiedade é doce,
Cada momento é um presente que um anjo nos trouxe,
Olho para a mãe e vejo-te a brilhar no horizonte,
És a mais pura, a mais terna e sublime fonte,
De um amor que se fez borboleta, de tão vivo e livre.
(Ponte)
O nosso mundo vai mudar, vamos juntos caminhar,
A vida vai ser mais doce, mais bonita,
Com um sorriso que vai-nos ensinar.
O nosso amor vai-se multiplicar,
E agora somos três a sonhar.
(Refrão)
O nosso céu, o nosso filho, a nossa canção,
O amor cresceu e bate forte no coração,
Em cada gesto, um novo mundo vai surgir,
E até o silêncio é lindo, quando espero por ti aqui.
(Verso 4)
No suave compasso de quem já te ama,
A tua luz fez-se música que inebria e acalma,
E os ecos da alma já conhecem o teu luar,
A nossa voz já desperta as florestas do teu corpo,
Que esvoaça num madrigal ventre quase a estilhaçar,
E o amor, como um rio sem mestre, sem porto,
Percorre as veias dos sonhos até ao acordar,
Até que possamos, enfim, encontrar-te,
E tudo o que éramos vai-se transformar,
Em algo que sempre soubemos de cor cantar.
Nos teus olhos, a poeira das estrelas desfaz-se,
E no nosso toque o universo refaz-se.
Eternamente. Meus amores.
(Ponte)
Quando eu sentir a tua mão segurando a minha,
Tudo vai-se alinhar no compasso da vida,
O aroma da primavera desperta na tua voz,
E o mundo silencia-se e nasce novamente,
No instante em que os teus olhos nos meus brilharem.
(Refrão)
O nosso céu, o nosso filho, a nossa canção
O amor cresceu e bate forte no coração,
Em cada gesto, um novo mundo vai surgir,
E até o silêncio é lindo, quando espero por ti aqui.
E até o silêncio é lindo quando espero por ti aqui