Cheff corri Caxinas, eta Póvoa, dei a volta a Vila do Conde
Nunca esperei por ninguém, meu passo sempre responde
Chegas cheio de merda, a querer mandar, a criticar
Pensaste que eu ia calar, mas vieste foi acordar
[Pré-Refrão]
Tentaste-me cortar a voz, mas falhaste o alvo
O silêncio que querias virou fogo bravo
Agora escuta bem, que a rua vai falar
O que plantas no ódio, um dia vais cheirar
[Refrão]
A tua própria merda vais cheirar
Tentaste-me enterrar, mas vim pra enterrar
Quem se meter no meio vai cair também
Aqui não há perdão, nem amanhã, nem além
[Verso 2]
Falaste demais, pensaste que eras rei
Mas na lama onde cuspes, é lá que te deixei
Quiseste mandar, controlar, oprimir
Despertaste o monstro que aprendeu a resistir
[Ponte]
Não foi raiva cega, foi tempo acumulado
Cada passo meu foi dor bem mastigado
Agora é tarde, não peças paz
Quem vive a provocar, a resposta traz
[Refrão – Final]
A tua própria merda vais cheirar
Quem se meter também vai se enterrar
Não me calaste, só me fizeste crescer
Na guerra que criaste, vais aprender a perder