Oooooo, oooo, du cheff…
No dia em que o racista falou
Queria ouvir da tua boca as palavras
“Quem manda aqui sou eu”
Eu te respondi: não, cara, não
Não me curvo, não abaixo a cabeça
Horas depois tudo caiu no chão
E ninguém teve coragem de dizer a verdade
Pré-Refrão
Fiquei pensando em homens sem palavra
Promessas vazias, caras viradas
Ao pé de mim ele chegou sorrindo
O mesmo ódio, bem vestido
Refrão
Disse: “quem fez este trabalho?”
Minha resposta foi como um punhal
“Pergunta ao teu cheff”
Mas ele riu: “não… quem manda sou eu”
E eu ri por dentro, sentindo o peso
Dois inimigos no meu caminho
Dois rostos, a mesma mentira
Dois passos pra tentar me quebrar
Verso 2
Oooooo, oooo…
Teu silêncio falou mais alto que gritos
Vendeste tua voz por medo ou poder
Enquanto eu fiquei sozinho no fogo
Caras passaram, fingiram não ver
O sistema protege quem mente melhor
Mas minha consciência não se vende
Mesmo ferido, sigo maior
Ponte
Riram de mim, pensaram que caí
Mas a queda ensinou a levantar
Quando dois caminham contra ti
É porque tens força pra incomodar
Refrão Final (mais forte)
“Quem manda sou eu”, ele disse outra vez
Mas não manda na minha verdade
Não manda no que eu sei que vivi
Nem no peso da minha dignidade
Dois no meu caminho, eu enfrento em pé
Sem medo, sem pedir perdão
Porque quem não se vende ao racismo
Nunca anda sozinho, não
Outro
Oooooo… oooo…
Du cheff…
A verdade anda devagar
Mas sempre chega primeiro. Eta te pegar fazer lembrar lembrar lembrar