(Machado de Justiça)
(Ponto moderno inspirado na força de Xangô, com mensagem de proteção, verdade e retorno da justiça)
[Verso 1]
Falaram meu nome na escuridão,
Tentaram fechar meu caminho no chão.
Levantaram fumaça, fizeram oração,
Mas esqueceram da lei da criação.
Eu vi a tempestade se aproximar,
Vi a pedra do rei se iluminar.
Quando o trovão cortou o céu sem fim,
A força de Xangô falou por mim.
Pré-Refrão
Quem planta sombra colhe solidão,
Quem lança pedra encontra a própria mão.
Na balança do rei nada se perdeu,
Cada passo retorna para quem escolheu.
[Refrão]
Ô, Kaô Kabecilê, meu pai!
Firma a justiça e guarda os filhos seus.
Ô, Kaô Kabecilê, meu pai!
Teu machado corta a mentira dos maus.
Amarra a maldade no próprio laço,
Desfaz a inveja no primeiro passo.
Quando Xangô bate seu alujá,
Toda injustiça aprende a recuar.
[Verso 2]
Já caminhei por estradas de dor,
Já conheci o peso do dissabor.
Mas hoje canto diante do congá,
Pois sei que o rei nunca vai falhar.
Pedra por pedra ele ergue o altar,
Fogo por fogo ele vem julgar.
Não há segredo que possa esconder
Aquilo que a verdade vai trazer.
[Ponte]
Não peço vingança, peço direção,
Que a lei divina governe a nação.
Que todo ataque perca seu poder,
E que a luz encontre quem quiser viver.
O raio desce, o tambor vai soar,
As pedreiras começam a cantar.
E no silêncio da força maior,
Toda injustiça perde seu valor.
[Refrão Final]
Ô, Kaô Kabecilê, meu pai!
Firma a justiça e guarda os filhos seus.
Ô, Kaô Kabecilê, meu pai!
Teu machado revela os caminhos de Deus.
Na pedreira ecoa tua voz,
Fortalecendo cada um de nós.
Quando Xangô levanta sua mão,
A verdade reina no coração.
Kaô Kabecilê!
Kaô, meu Pai Xangô!
Salve a justiça, salve a verdade, salve a lei divina!