[Intro – falado]
Ouro no pulso, mas sombra no olhar
Paredes falam, os olhos traem
Relojoaria suíça no pulso esquerdo...
Mas o direito carrega a cidade
Vigiado... sempre fui.
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[Verso 1]
'Tou vigiado — Prada nos olhos, mente blindada
Falam de mim no silêncio, mas 'tou na estrada
Ténis cinzentos, drip caro — tom discreto
Luxo calado, tipo sniper sem afeto
Carrão com vidros fumados, cor grafite
Troco flows por cifras, códigos no bite
Relojoaria brilha, mas nunca sorri
'Tou mais gelo que o cubo que metes no teu gin
Notas largas no bolso da Canada Goose
Mas sigo liso — a inveja escuta o que a fama traduz
Sempre clean, mas os olhos já viram o lodo
Agora é garrafas frias, contas quentes e riso podre
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[Refrão – 2x]
Vigiado, mas não caio
Olham pa mim, querem meu caixão
Só que eu brilho — cinza cromado
'Tou no topo, mas em silêncio — discreto e blindado
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[Verso 2]
Coleção de outfits: tudo sem cor
Só marcas caras, sem favor
Movimento frio, tipo Basel na neve
Cada passo meu vale mais que a tua sede
Vivem pra mostrar, eu visto pra sumir
Tô na sombra com classe, a fazer o porvir
Rolex a bater como um coração calmo
Diamantes sem alma, mas pesam no palmo
'Tou a andar nos pisos que nem têm botão
Elevador privado, visão sem perdão
Ninguém vê o que eu vejo, nem toca no que eu toquei
Mas olham... tipo câmaras que nunca desliguei
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[Refrão – 2x]
Vigiado, mas não caio
Olham pa mim, querem meu caixão
Só que eu brilho — cinza cromado
'Tou no topo, mas em silêncio — discreto e blindado
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[Outro – falado]
É que isto não é sobre mostrar tudo...
É sobre saber que podem ver, mas nunca vão tocar.
Cinza não é ausência de cor — é excesso de visão.
E eu ‘tou vigiado... porque valho o olhar.