(A Chama Antes do Nome)
(Descida e Retorno ao Ser Primordial)
[Verso I]
Antes das estrelas acenderem no véu,
antes do primeiro sonho tocar o céu,
eu era centelha no ventre do mistério,
silêncio eterno, sem início ou império.
Mas ouvi o chamado das formas nascer,
mergulhei nos mundos para me conhecer.
Vesti carne, memória, destino e ilusão,
esquecendo a origem do meu próprio coração.
[Pré-Refrão]
E caminhei por vales sem luz,
perdido em mil reflexos de mim.
Buscando lá fora o que sempre esteve
guardado no princípio sem fim.
[Refrão]
Eu desço ao abismo para lembrar quem sou,
atravesso a noite que o medo criou.
Morro em mil máscaras, deixo tudo partir,
para que a chama primordial possa surgir.
Eu volto ao centro, ao fogo ancestral,
além do tempo, além do bem e do mal.
E quando o último véu enfim cair,
serei o que sempre fui antes de existir.
[Verso II]
Nas cavernas da alma encontrei solidão,
sombras antigas pedindo redenção.
Cada ferida tornou-se portal,
cada queda revelou o sinal.
A serpente desperta subindo em espiral,
rasgando correntes do mundo mental.
No fundo do caos ouvi uma canção,
a voz do Infinito chamando meu nome sem som.
[Ponte]
Eu não sou o medo.
Eu não sou a dor.
Eu não sou a história
que o tempo contou.
Sou a chama oculta.
Sou o sopro original.
Sou a memória viva
do Espírito Imortal.
[Grande Refrão]
Eu desço ao abismo para lembrar quem sou,
atravesso a noite que o medo criou.
Morro em mil máscaras, deixo tudo partir,
para que a chama primordial possa surgir.
Eu volto ao centro, ao fogo ancestral,
além do tempo, além do bem e do mal.
E quando o último véu enfim cair,
serei o que sempre fui antes de existir.
[Clímax]
Antes do nome.
Antes da forma.
Antes da vida.
Antes da morte.
Eu era.
Eu sou.
Eu serei.
A chama que nunca deixou de arder.
[Final]
Do Uno eu vim.
Ao Uno retornarei.
Não como quem volta para casa...
Mas como quem descobre que jamais saiu dela.