Desde o parlamento ao café, a fumaça no ar é tóxica,
Não é monóxido, é a nova retórica, a poção distópica.
Um palhaço no púlpito, com a gravata a fingir decência,
Vomita slogans ocos, busca a audiência na carência.
A voz a vibrar, a frase de efeito, o grito de guerra,
Promete a cura enquanto semeia o caos sobre esta terra.
Aponta o dedo ao migrante, ao pobre, a quem foge à norma,
Um bode expiatório fácil, para que a massa se conforme.
O medo é o adubo, a frustração é a rega, a colheita é amarga,
Transformam a dúvida em ódio, a nação carrega a carga.
Falam de povo, mas dividem, erguem muros invisíveis,
Hipocrisia de casaca, os valores tornam-se inaudíveis.
(Refrão - Forte e uníssono)
A vossa política é faz de todos nós racistas, narcisistas,
E cidadãos de um país menor, nas sombras e nas listas.
A vossa política é faz de todos nós racistas, narcisistas,
Vende o país ao charlatão, com discursos fascistas!
(Verso 2 - Estilo Bezegol: Mais direto, rápido e com críticas sociais)
Vêm com a bandeira ao peito, mas rasgam o tecido social,
A ética é um luxo, o valor humano é marginal.
Chega de meias-palavras, o jogo é transparente e sujo,
Usam a dor real, a inflação, o fluxo e o refluxo,
Para desviar o foco, do debate sério, da reforma urgente,
Preferem o ring de circo, a opinião que fervilha e mente.
O ódio como capital político, investimento de risco,
Financia o ego do líder, que se agarra ao que é básico e tosco.
Governo erra, sim, mas a resposta não é o linchamento virtual,
Não é a xenofobia, o ataque pessoal, o instinto animal.
Polarização é a tática, 'nós' contra 'eles' é o lema,
O ódio nas redes, a demagogia que vira um sistema.
Falam em justiça, mas o que vejo é a balança a pender para o abismo,
Falta de humanidade, zero empatia, puro egoísmo.
(Refrão - Forte e uníssono)
A vossa política é faz de todos nós racistas, narcisistas,
E cidadãos de um país menor, nas sombras e nas listas.
A vossa política é faz de todos nós racistas, narcisistas,
Vende o país ao charlatão, com discursos fascistas!
(Ponte - Pausa e reflexão)
Para o homem da rua, que ouve e engole o veneno,
A raiva é fácil, a reflexão é um terreno pequeno.
Não caias na armadilha, a retórica vazia, o populismo,
Não transformes
a tua frustração em mero sectarismo.
Reage com voto e mente crítica, recusa o papel de peão,
O país precisa de pontes, não de mais destruição.
(Refrão - Final - Mais lento e a desvanecer)
A vossa política é faz de todos nós racistas...
E cidadãos de um país menor...
...narcisistas...
(Fade out)