Verso 1:
Sob o manto do silêncio,
A razão se esvai como cinzas,
Ventos amargos conduzem
Para além do horizonte que não se alcança
Cada palavra engole a alma,
Ecoando em câmaras vazias
O crepúsculo consome o fôlego
E resta apenas a agonia
Verso 2:
A sombra cresce sem forma,
Como espectros que dançam ao redor
Caminhos perdidos em névoas,
Espelhos sem rosto a clamar
A verdade nunca foi clara,
Refletida em chamas distantes
Rasga a pele com o aço frio
De perguntas que sangram constantes
Refrão (mais emocional e desesperado):
Onde está o chão?
(Perdido! Afundado!)
Caiu sobre os ombros o peso do nada
A dor não cessa, não cessa!
(Destrói! Rasga!)
Onde se esconde a voz que consola?
Perdida na dor...
(Grita! Sangra!)
Perdida na dor...
Verso 3:
Mãos trêmulas buscam o vazio,
Sem toque, sem porto, sem fim
O sopro da esperança morre
Em lábios frios de um desejo sem fim
O tempo, cruel carcereiro,
Encurrala sob muros de lamentos
E mesmo que os gritos ecoem,
Não há eco, não há alento
Verso 4:
As estrelas, distantes, apagam
Nos céus que nunca respondem
O universo cega, indiferente
Ao clamor que os pulmões escondem
Cada cicatriz é uma prece
Que não encontra o destino
O relógio é um carrasco impiedoso,
Desfiando o que restou de divino
Refrão (mais intenso, com gritos nos backing vocals):
Onde está o chão?
(Perdido! Afundado!)
Caiu sobre os ombros o peso do nada
A dor não cessa, não cessa!
(Destrói! Rasga!)
Onde se esconde a voz que consola?
Perdida na dor...
(Grita! Sangra!)
Perdida na dor...
Parte final (melancólica, com backing vocals):
Somos só ecos de dor
(sem respostas, sem amor)
Perdidos nesse labirinto
(corremos, mas sem destino)
O tempo vai nos apagar
(esquecidos no ar)
Palavras de ordem (no final, em backing vocals sussurrados):
Cai...
Desvanece...
Silêncio...
Esquecido...
[Verso 1]
Sob as luzes que nunca aquecem,
O ruído afoga memórias,
Passos perdidos em ruas cinzentas,
O amanhã se dissolve em histórias.
Cada tela reflete a ausência,
Cada voz se cala na pressa,
O silêncio pesa no peito,
E o vazio lentamente nos testa.
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[Verso 2]
A cidade devora sentidos,
Ergue muros contra a alma,
Conexões que não têm toque,
Esperança que nunca acalma.
Verdades viram sombras frias,
Refletidas em prismas quebrados,
O tempo rasga o que somos,
E deixa gritos sufocados.
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[Pré Refrão instrumental]
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[Refrão]
Onde está o chão?
(Perdido! Afundado!)
Caiu sobre os ombros o peso do nada
A dor não cessa, não cessa!
(Destrói! Rasga!)
Onde se esconde a voz que consola?
Perdida na dor...
(Grita! Sangra!)
Perdida na dor...
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[Breakdown]
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[Ponte]
O que restou de nós?
(Ecos de um mundo que nunca nos viu!)
Para onde olhamos agora?
(Sem chão, sem norte, sem luz!)
Somos só engrenagens gastas,
Girando em máquinas mudas.
A modernidade nos fez cativos,
Num ciclo que nunca muda!
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[Verso]
Mãos estendem-se ao nada,
Procuram por algo que não vem,
O toque se perde na brisa,
O desejo morre também.
Sob estrelas apagadas,
O cosmos é surdo ao clamor,
A existência é um eco vazio,
E o silêncio grita mais dor.
Cicatrizes contam histórias,
De batalhas que nunca vencemos,
Cada segundo rouba um pedaço,
De algo que nunca tivemos.
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[Interlúdio instrumental]
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[Pre-refrao]
Somos só ecos de dor
(sem respostas, sem amor)
Perdidos nesse labirinto
(corremos, mas sem destino)
O tempo vai nos apagar
(esquecidos no ar)
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[Refrão final/Climax]
Onde está o chão?
(Perdido! Afundado!)
Caiu sobre os ombros o peso do nada
A dor não cessa, não cessa!
(Destrói! Rasga!)
Onde se esconde a voz que consola?
Perdida na dor...
(Grita! Sangra!)
Perdida na dor...
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[Final Instrumental]