Cheff, o dia que me mudou
não chegou com gritos,
veio em silêncio,
quando pensaste que eu era fraco
e eu apenas aprendia a escutar.
Pegaste em mim querias puder te ensinei a cair
Vuaste como vento, cem persever nunca teve medo só respeito
não por medo de cair,
mas porque ficar ali
já não me fazia ficar inteiro.
Ficaste parado, sem entender,
quando te disse com voz baixa:
“deixa-me em paz”.
Não era fuga,
era o começo do meu cuidado.
As tuas palavras ficaram,
ficaram noites inteiras na minha mente,
mas o tempo passou devagar,
ensinando-me a soltar
o que não merecia ficar.
Não esqueci, é verdade,
mas aprendi a lembrar sem dor,
a transformar cicatriz em mapa,
e o passado em professor.
Olhei-te firme, sem raiva,
sem medo, sem pressa,
porque quando a alma encontra calma
não precisa provar força.
Enquanto tu carregavas sombras,
eu aprendi a caminhar leve,
cada passo longe de ti
era um passo mais perto de mim.
Hoje sigo em frente,
com o peito aberto e o olhar limpo,
não guardo ódio,
guardo caminho.
O vento que um dia me levou
agora me empurra para a luz,
e aquilo que tentou me quebrar
foi o que me ensinou a ser inteiro.
O passado ficou atrás,
não como prisão nem ferida,
mas como estrada atravessada
para chegar à minha própria vida.
E se um dia pensares em mim,
não será com medo ou culpa,
será apenas lembrança
de alguém que escolheu a paz.