– [INTRO] –
Desde o primeiro suspiro
A morte caminhou comigo
Antes mesmo de entender a vida
Eu já encarava o fim
Corpo frágil, tempo curto
Sentenciado ainda criança
Não aceitei o destino
Eu rasguei a própria esperança
– [VERSO I] –
A doença me corroía
Cada dia era contagem
Promessas vazias, remédios
Nenhuma cura
Até que o sangue mudou
Algo errado… algo certo
Meu coração voltou a bater
Mas abriu um apetite perverso
Mas quando o dia nasceu
O Sol virou meu veneno
–[VERSO II] –
Séculos se passaram
Buscando alguém além
Um demônio que não temesse
O fogo que vem do além
A noite me obedece
Cada célula é minha criação
Se eu dou poder, eu tomo
Vocês vivem por minha permissão
Até que um homem dividido
Entre honra e rancor
Escolheu o ódio ao irmão
E ajoelhou pro meu favor
– [AGRESSIVO] –
Sua marca é sentença
Vida curta, fim precoce
Mas eu posso te dar séculos
Se abandonar quem você fosse
– [PRÉ-REFRÃO] –
A luz que salva vocês
É a lâmina que me condena
Por isso eu domino a noite
E faço do medo minha cena
Assim nasce uma lua
Que nunca verá o dia
A lâmina curva o espaço
Kokushibo… minha heresia
– [REFRÃO] –
Quando a Lua domina o céu, o dia não tem vez
Se eu cruzar seu caminho, você não volta ileso
Marcado pelo sangue, abandonei quem fui
Nos meus olhos o destino de um verdadeiro Kizuki
A presença esmaga, é o instinto do caçador
Até pilares caem quando sentem meu horror
No silêncio da noite, o medo é natural
Eles queimam vivos diante do
Luar Superior.
– [PONTE] –
Outro surge sedento
Punhos cheios de devoção
O espírito quebra o corpo
Mas ele ama a destruição
Não quer ser fraco
Não quer mais perder
Então aceite minha oferta
E lute até morrer
– [VERSO III] –
Minhas luas caçam por mim
Enquanto eu observo em silêncio
Cada erro é descartável
Não tolero fracasso lento
Inferiores são números
Ferramentas quebráveis
Se não servem à noite
São elimináveis
Mas um garoto insiste
Com brincos que eu reconheço
O passado me encara
E eu sinto… desprezo
– [Ponte] –
Aquele homem voltou
Na forma de um herdeiro
O Sol anda ao lado dele
E isso eu não tolero
– [VERSO 4] –
Reúnam o castelo
Tragam todos à guerra
Hoje eu piso nos caçadores
E afundo a própria terra
Cortem minha cabeça
Não muda o resultado
Enquanto o Sol não nasce
Não serei parado
Meu sangue corre nele
Corrompendo o coração
Diga-me agora, garoto
Quem é o monstro então?
Não gritem meu nome
Ele chama o fim
A noite se curva
Quando eu caminho enfim
– [LENTO] —
Abandonem seus sonhos
A luz não vai salvar
A eternidade é cruel
Mas eu posso te dar
– [PONTE FINAL] —
Sou a sombra que o mundo teme
A falha que se recusou a cair
Se a luz insiste em me caçar
Então eu nasci pra resistir
Enquanto o Sol cruzar o céu
Minha guerra não vai cessar
– [REFRÃO] –
Quando a Lua domina o céu, o dia não tem vez
Se eu cruzar seu caminho, você não volta ileso
Marcado pelo sangue, abandonei quem fui