Lá está um anjo, todo de luz,
seu olhar perfura meu rosto.
Ele vê o que foi, o que perdi,
e segura meu coração – nunca sai.
Um segundo vem suavemente com asas,
ele canta dentro de mim quando ninguém ri.
Quando não me entendo mais,
ele caminha um pouco comigo na neve.
Quatro anjos estão à beira do tempo,
eles nos carregam através da tempestade e do sofrimento.
Eles são silenciosos onde nenhuma palavra basta,
e seguram firme o que está prestes a se romper.
O terceiro anjo chora comigo,
seu hálito aquece meu animal frio.
Ele ouve o que não consigo dizer,
e gentilmente estende sua alma para mim.
O último anjo, forte e silencioso,
aparece quando tudo cai e fica em silêncio.
Ele está diante de mim como uma prece –
quando nada resta... e ainda assim algo passa.
Quatro anjos, raramente vistos,
mas sentidos quando todo o apoio se esvai.
Eles suportam silenciosamente o peso do mundo,
e nos dão um pedaço de luz.
Quando você se esquece de quem um dia foi,
quando tudo esfria e você morre –
escute... no vento, no brilho cálido:
Os quatro estão lá. Você não está sozinho.
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