(Intro)
É…
Duas da manhã, cidade vazia…
Lua cheia refletindo no retrovisor…
Luna…
(Refrão)
Eu sinto o mundo inteiro sem dizer metade,
maré alta escondida atrás da vaidade.
Olho frio, coração tempestade,
Luna passa e deixa saudade.
Eu sinto o mundo inteiro sem dizer metade,
maré alta escondida atrás da vaidade.
Quer me entender? Boa sorte, baby…
Nem eu me decifro nessa cidade.
(Verso 1)
Canceriana com oceano no peito,
mas ninguém vê o tamanho do efeito.
Crio universos dentro do silêncio,
faço castelo onde só tinha vento.
Tenho memória de tudo que toca,
guardo mensagem, perfume e derrota.
Mas se me quebra eu viro neblina,
sumo da vista e volto mais linda.
Escorpião mora atrás dos meus olhos,
mistério cobrindo meus próprios escombros.
Você pergunta o que eu tô sentindo,
eu dou um sorriso e mudo de assunto.
(Pré-Refrão)
Porque eu amo mais do que demonstro,
e escondo mais do que deveria.
Se eu te escolho, é pra ficar,
mas nunca vou pedir que fique na minha vida.
(Refrão)
Eu sinto o mundo inteiro sem dizer metade,
maré alta escondida atrás da vaidade.
Olho frio, coração tempestade,
Luna passa e deixa saudade.
(Verso 2)
Leão no brilho da fotografia,
quero marcar presença sem pedir garantia.
Nasci pra ser lembrança difícil,
dessas que voltam na madrugada fria.
Tenho humor, drama e ironia,
faço piada da própria agonia.
Se o mundo pesa eu aumento o som,
transformo lágrima em melodia.
Não corro atrás de quem hesita,
não imploro amor nem visita.
Quem me quer vem sem joguinho,
porque meu coração não aceita fila.
(Ponte)
E talvez ninguém saiba…
O quanto eu senti.
O quanto eu sonhei.
O quanto eu fiquei aqui.
Mas tá tudo bem…
A lua não explica por que brilha,
ela só ilumina a noite e segue.
(Refrão Final)
Eu sinto o mundo inteiro sem dizer metade,
maré alta escondida atrás da vaidade.
Olho frio, coração tempestade,
Luna passa e deixa saudade.
Duas da manhã, luzes da cidade,
cabelo ao vento, nenhuma verdade.
Amando em silêncio, vivendo na arte…
Luna perdida…
Luna em toda parte.