Cresci sem meu pai, destino foi cruel,
Minha mãe sem ter pra onde ir, vida num papel.
Orfanato foi meu lar, desde os cinco de idade,
Nessa selva de concreto, só buscando a verdade.
Fiz um mano firmeza, Valber era o nome,
Juntos nessa caminhada, sem perder o fôlego.
Do orfanato pra outro, sem saber pra onde ir,
Mas sempre com a esperança de um dia subir.
(Refrão)
🎶 Sobrevivente, eu sou, eu sou!
Mesmo na tempestade, eu vou, eu vou!
Já caí, já sofri, mas tô aqui,
De cabeça erguida, é Deus por mim! 🎶
(Verso 2)
No Piamarta a gente tava, mas queria liberdade,
Paulo André, Valber, Caverna e Barbosa, na cidade.
Pegamos o busão, mó fita, mó corre,
Só queríamos a praia, mas a gang foi forte.
Nos cercaram, nos bateram, tomaram os vales,
Valber viu tudo de cima, sem poder dar um salve.
Mas Deus mandou um anjo, um cara forte,
Chegou pesadão e mudou nossa sorte.
(Refrão)
🎶 Sobrevivente, eu sou, eu sou!
Mesmo na tempestade, eu vou, eu vou!
Já caí, já sofri, mas tô aqui,
De cabeça erguida, é Deus por mim! 🎶
(Verso 3 - Reflexão)
A vida ensina na dor, na queda e no tombo,
Mas quem tem fé, irmão, nunca cai no lodo.
Hoje olho pra trás, vejo que sou forte,
Deus me guardou, me livrou da morte.
E se você me ouve, cê tem que entender,
O passado machuca, mas não pode te prender.
Lutei, sofri, sobrevivi,
E hoje tô aqui pra contar que venci!
(Último refrão - energia lá em cima!)
🎶 Sobrevivente, eu sou, eu sou!
Mesmo na tempestade, eu vou, eu vou!
Já caí, já sofri, mas tô aqui,
De cabeça erguida, é Deus por mim! 🎶
(Final - fade out do beat, voz ecoando)
"Se Deus é por nós, quem será contra nós?"