🎵 Malandrico (Crítica da Vida Dura)
[Verso 1]
Eu sou o malandrico, da vida aprendi o tom,
Enquanto uns mandam na firma, eu faço o meu som.
Joguei bola, sonhei alto, mas o tempo me parou,
O trabalho me enrolou, e o mundo me enganou.
Aprendi a engraxar sapato do conhado pra viver,
Quem tem pouco tem que rir, pra não ter que sofrer.
Não nasci com ouro, nem com diploma na mão,
Mas aprendi a dar jeito, e segui meu coração.
[Refrão]
Sou malandrico, mas não sou ladrão,
Corro atrás do pão, com suor e visão.
Enquanto o patrão manda, eu brilho no chão,
Sapato engraxado, mas cabeça no trovão.
[Verso 2]
Na esquina vejo os ricos, com ar de patrão,
E o pobre rindo à toa, fingindo distração.
Cada um engraxando seu destino a valer,
Uns com pano na mão, outros sem o que comer.
Já tentei seguir em frente, mas a vida é traiçoeira,
Quem não dança conforme o som, perde a carreira.
Agora aprendi o truque — sorrir pra não chorar,
E com minha malandragem, eu vou improvisar.
[Refrão]
Sou malandrico, mas não sou ladrão,
Corro atrás do pão, com suor e visão.
Enquanto o patrão manda, eu brilho no chão,
Sapato engraxado, mas cabeça no trovão.
[Ponte]
Dizem que sou preguiçoso, mas não sabem o que é lutar,
Quem nunca dormiu na rua não pode me julgar.
Eu brilho o sapato, mas também brilho o olhar,
Porque o malandro de verdade nunca deixa de sonhar.
[Final]
Eu sou o malandrico, da rua, do chão,
Aprendi com a vida minha revolução.
Engraxo o mundo com a força que tenho,
E canto sorrindo — mesmo que pequeno.