Então acabou, depois de tudo, o som cessou,
o que era belo, o tempo desbotou.
O amor cansou de ser ferido,
e o brilho se perdeu no olhar partido.
Mesmo sem o violão pra me guiar,
sigo cantando, só pra não calar.
Acappella, na solidão,
ressoando o tom do meu perdão.
(Refrão)
🌙 Agora sou eu quem se escuta,
entre as notas da minha luta.
O que doeu, virou canção,
e o que era perda, virou chão. 🌙
(Estrofe 2)
A vida era viagem pra dois,
mas no caminho, eu me refiz depois.
Descobri que o amor, às vezes, é partir,
que pra renascer é preciso fugir.
Vi meus sonhos sendo apagados,
Momentos doces, aos poucos amargados
Você soprou promessas ao vento,
mas eu guardei meu próprio alento.
(Refrão)
🌙 Agora sou eu quem se escuta,
entre as notas da minha luta.
O que doeu, virou canção,
e o que era perda, virou chão. 🌙
(Estrofe 3)
Não vai ter altar, nem vestido bordado,
nem crianças correndo no quintal sonhado.
O amor que eu dei ficou em ruína,
mas da ruína nasceu minha nova sina.
Vou me reencontrar e não vou mais me permitir me perder de quem eu sou, ainda que nessa densa neblina
Tô levando a mala e o meu coração,
sem continuação, só libertação.
Reconstruindo essa ruína que você deixou.
E o silêncio que ficou de nós,
é o palco onde ecoa a minha voz.
(Refrão – final)
🌙 Agora sou eu quem se escuta,
entre as notas da minha luta.
O que doeu, virou canção,
e o que era perda, virou chão. 🌙
🌙 Sou minha própria melodia,
meu cais, meu sol, minha poesia.
Mesmo sem violão pra me guiar,
sigo acappella, pronta para me amar. 🌙