Respira…
Fecha o punho…
Ferro grita.
Concreto frio, sangue quente
Nada de palco, só mente doente
Espelho racha quando eu encaro
Nunca foi ego, é instinto primário
No fundo da academia, sem plateia
Peso batendo, ideia feia
Suor misturado com paranoia
Crescer é vício, dor é joia
Dente trincado, veia saltada
Comentam baixo, olhada travada
Não pergunta como, nem por quê
Aqui ninguém cresce sem se perder
Dente trincado, veia saltada
Comentam baixo, olhada travada
Não pergunta como, nem por quê
Aqui ninguém cresce sem se perder
MONSTRO
Carne inflada, osso rangendo
MONSTRO
Grave bate, corpo tremendo
MONSTRO
Nada natural, nada moral
Só ferro, sangue e instinto animal
MONSTRO
Sem limite, sem perdão
MONSTRO
Corpo vira aberração
MONSTRO
Quando o techno entra em combustão
O humano morre, nasce a mutação
Anabol no ar, cheiro de risco
Promessa rápida, preço invisível
Não romantiza, não absolve
Cada escolha cobra quando o tempo resolve
Coração bate fora do ritmo
Mas o subgrave dita o algoritmo
No escuro, ninguém julga ninguém
Todo monstro acha outro também
Luz piscando, visão turva
Mais um set, a mente curva
Sem saúde, sem redenção
Só mais peso, mais pressão
MONSTRO
Veia explode, pump insano
MONSTRO
Forma errada, corpo profano
MONSTRO
Não é fitness, é distorção
É culto ao ferro, é devoção
MONSTRO
Grita baixo, range o chão
MONSTRO
Peso morto, respiração
MONSTRO
Quando o grave toma o salão
É só monstro dentro da escuridão
Sem luz
Sem aplauso
Sem volta
Só ferro
Só grave
Só monstro