(Filho da Tempestade)
(Umbanda • Afro-Trance • Ponto Moderno • Força, Cura e Amor de Mãe)
[Ponto de Abertura]
Ê Mamãe, segura minha mão!
Ê Mamãe, escuta meu coração!
No toque do tambor eu vou cantar,
A dor que aprendi a transformar!
[Verso 1]
Eu vim ao mundo como trovão,
Carregando fogo na imensidão.
Todos viam sombra no meu olhar,
Ninguém queria se aproximar.
Disseram que eu nasci errado,
Filho de um destino condenado.
Mas dentro do peito eu só queria
Um pouco de amor, um pouco de alegria.
Corri pelas ruas sem direção,
Vestindo raiva sobre a solidão.
Quanto mais tentavam me julgar,
Mais alto eu queria gritar.
[Pré-Refrão]
Mas quando o mundo me chamou de escuridão,
Foi você quem viu a luz no coração.
[Refrão]
Mãe, eu danço no fogo da transformação,
Tambor batendo forte na palma da mão.
Se eu trouxe lágrimas sem perceber,
Hoje eu canto pra te agradecer.
Mãe, teu amor me fez renascer,
Quando eu não sabia quem podia ser.
No giro da vida eu pude encontrar,
A força da luz pra me levantar.
[Verso 2]
Por muito tempo eu carreguei
A culpa por tudo que eu não compreendi.
Achei que minha existência era dor,
Que eu era distante do amor.
Mas ouvi a voz dos ancestrais,
No vento dos pontos e dos rituais.
Dizendo que ninguém nasce em vão,
Toda alma traz sua missão.
A tempestade que vive em mim
Não é castigo, nem é o fim.
É força bruta pra construir
O caminho que escolhi seguir.
[Ponte Afro-Trance]
Gira o mundo, gira a emoção!
Bate o atabaque no coração!
Toda sombra quer ensinar,
Toda ferida quer cicatrizar!
Gira a roda da criação!
Cai a culpa, nasce o perdão!
Quem atravessa a própria dor
Descobre a força do amor!
[Refrão Explosivo]
Mãe, eu danço no fogo da transformação,
Tambor batendo forte na palma da mão.
Se eu trouxe lágrimas sem perceber,
Hoje eu canto pra te agradecer.
Mãe, teu amor me fez renascer,
Quando eu não sabia quem podia ser.
No giro da vida eu pude encontrar,
A força da luz pra me levantar.
[Final]
Ê Mamãe, teu amor me salvou!
Quando o mundo inteiro me abandonou!
Ê Mamãe, hoje eu posso ver,
Que a maior magia é viver!
No toque do couro, no som do congá,
A criança ferida voltou a cantar!
Saravá o amor!
Saravá o perdão!
Saravá a força que cura o coração!