(AKIBLA)
(Trap Iniciático • Dark Trance • Drum & Bass Ritualístico)
[Intro]
Silêncio...
Quarenta noites, um altar.
Não procuro um deus...
Procuro o centro.
[Verso I]
No deserto escuto a serpente chamar,
cada cicatriz começa a revelar.
Não é escolha, é recordação,
uma marca gravada no coração.
Queimo o medo, dissolvo o véu,
nem inferno, nem promessa do céu.
No espelho encontro meu sinal,
o culto secreto é ancestral.
[Pré-Refrão]
Toda máscara vai cair,
nenhuma mentira vai resistir.
Meu Akibla começa a nascer,
no fogo que me faz renascer.
[Refrão]
Akibla!
Meu centro jamais vai quebrar.
Akibla!
Toda vontade vai se alinhar.
Meu altar não é prisão,
é o eixo da transformação.
Não sigo a voz da multidão...
eu sigo o centro do coração.
[Verso II]
Quarenta dias diante da chama,
cada sonho revela quem me chama.
Serpente, fogo, abismo e Sol,
cada símbolo rompe o arrebol.
Negócios, afetos, todo poder,
nada governa meu verdadeiro ser.
A devoção não compra perdão,
ela lapida minha criação.
[Ponte]
Não existe volta.
A marca desperta.
Não existe fuga.
A porta foi aberta.
Não me curvo por obrigação,
eu caminho por iniciação.
Minha obra é minha oração,
minha vida... consagração.
[Break Ritual]
Olho que observa...
Fogo que purifica...
Silêncio que responde...
Centro que vivifica...
Quem procura fora...
esquece a raiz.
Quem encontra o centro...
torna-se matriz.
[Refrão Final]
Akibla!
Meu templo vive em mim.
Akibla!
Não existe mais o fim.
O culto secreto é despertar,
não é fugir, é se transformar.
Minha devoção é permanecer
fiel ao centro do meu próprio ser.
[Outro]
Quando a última vela apagar...
o altar continuará aceso.
Pois o verdadeiro Akibla...
não está no mundo.
Está na consciência...
que jamais abandona
o próprio caminho.