[refrão]
Vamo pagodear
Lê, lê
Lê, lê, lê, lê
Nána iê, nána iê
Lê, lê
Lê, lê, lê, lê
Nána iê, nána iê
[Verso 1]
Todos de pé. Para recebermos, vossa excelência. O juiz.
E assim relatei.
Eu sei porque, que estou aqui
Por causa das coisas que fiz.
Mas deixa eu te explicar
Vossa excelência, sabe o que é amar?
[Verso 2]
Com Essa linda mulher.
Que enfim encontrei
Eu assim planejei.
e a solidão, eu matei.
Agora que matei minha solidão
Do lado dela jamais sairei
[Verso 3]
Vossa excelência
Vossa excelência
Pode decretar que sou culpado
Nos artigos da lei
Pois a solidão eu matei
No artigo, cento e vinte um, me enquadrei.
Esse amor é um crime
Não quero absolvição
Pode aumentar minha pena
Mas não tire ela do meu coração
[Refrão]
Lê, lê
Lê, lê, lê, lê
Nána iê, nána iê
Lê, lê
Lê, lê, lê, lê
Nána iê, nána iê
[Verso 4]
Ela foi a sentença
Da minha felicidade
Me condenou pra sempre
À prisão da saudade
Vossa excelência
Me condene à perpétua
Pra não sair do lado dela
Mesmo que a lei não permita
Não me apresente outra solidão
Por favor, vossa excelência
Já me declaro culpado
Pra ser condenado a esse amor
[Verso 5]
Se o amor é proibido
Então eu sou infrator
Pode bater o martelo
Mas não acaba esse amor
Assino minha sentença
Sem direito de apelar
Pois foi no beijo dela
Que escolhi me entregar
E assim o juiz declarou.
(Após ouvir o coração. E analisar essa paixão, Declaro, o réu culpado. Por amar sem explicação. Sentencio este homem, À prisão do seu olhar. Cumprirá pena perpétua, No abraço do seu amar. E que se faça o cumprimento da pena, imediatamente).
[Refrão]
Lê, lê
Lê, lê, lê, lê
Nána iê, nána iê
Lê, lê
Lê, lê, lê, lê
Nána iê, nána iê
[Verso 6 final]
Vossa excelência.
Vossa excelência.
A justiça prendeu o culpado.
E tendo trânsito em julgado.
É perpétua nesse amor.
[Refrão final]
Lê, lê
Lê, lê, lê, lê
Nána iê, nána iê
Vossa excelência