No banco gasto do velho jardim
Me sento e ouço o som do clarim
O vento sopra, mas o estômago fala
E a barriga vazia já não se cala
Pombo voando, criança a correr
E eu aqui, só a sobreviver
O cheiro do milho, do cachorro-quente
Mas não tenho um centavo, nem um presente
Refrão:
Tô com fome no parque, o mundo gira e não me vê
Sonhando com um pedaço de pão e um café
Enquanto a cidade vive, eu só tento esquecer
Que a barriga dói mais do que a alma quer
Passa o casal com sorvete na mão
A moça elegante com seu alazão
E eu compondo canções com meu olhar
Esperando o sol se deitar devagar
(Refrão)
Se alguém escutar essa canção,
Leve um lanche, um pouco de compaixão
Porque no parque tem mais que flor
Tem gente com fome, buscando amor
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