(Verso 1)
Eu corro em círculos dentro da minha própria cabeça
Teu nome ecoa como ferro batendo na pedra
Fugir de ti virou batalha que nunca termina
E cada passo que dou me arrasta de volta às ruínas
(Pre-Refrão)
Por que ainda sinto teu vulto no escuro?
Por que tua ausência pesa mais que o mundo?
(Refrão)
Eu grito, mas a voz morre antes de alcançar
As paredes frias onde eu tento te apagar
Você partiu e deixou só sombras pra trás
Mas eu ainda sangro pelo adeus que não volta mais
(Verso 2)
Reviro memórias como quem cava seu próprio túmulo
Tuas promessas quebradas viraram meu escudo
Contra um coração que insiste em não morrer
Contra o medo de lembrar o que eu tentei esquecer
(Pre-Refrão)
E o tempo, cruel, me força a encarar
Que o que restou de nós é pó no ar
(Refrão)
Eu grito, mas a voz morre antes de alcançar
As paredes frias onde eu tento te apagar
Você partiu e deixou só sombras pra trás
Mas eu ainda sangro pelo adeus que não volta mais
(Ponte – batidas mais pesadas)
Eu sinto a chama morrer lenta
Mas tua imagem nunca se despedaça
É como carregar o peso do nada
Mas ainda tem teu rosto na fumaça
(Refrão Final)
Eu grito, mas o eco só me afunda mais
No labirinto onde você vive e nunca sai
Você partiu e eu fiquei preso nesse cais
Nave sem rumo em um mar de temporais
(Encerramento – falado, tom sombrio)
E se um dia eu finalmente te deixar ir…
Que não sobrem cinzas de mim.