Órfã do sol, aos quatro anos o mundo esfriou
O rosto dos pais? Uma rima que o tempo apagou
Restou o calor de uma canção, um eco no peito
No orfanato do mestre da rocha, encontrei meu leito.
Míope pro medo, mas vejo o que ninguém vê
Nas páginas do meu caderno, o meu mundo renasce em você.O machado na mão não é ódio, é proteção
Pois a menina sensível não aceita mais a submissão!
Eu vi o fogo de Rengoku, a flor da Mitsuri brilhar
Decidi que meus versos também saberiam cortar!Ponto Final! Minha espada é o verso que encerra a dor
Kill This Love! No campo de batalha, eu sou o autor!
Rosa-claro é a lâmina, a métrica é o meu passo
Se a vida é um trauma, eu escrevo o meu próprio espaço.
Ddu-Du Ddu-Du! Minha rima é certeira, não erro o alvo
Pela Buu-buu-san, o seu sangue Marechi eu salvo!Treinamento Hashira, Sanemi achou que eu era frágil
Errou o cálculo, o soco foi certeiro e ágil!
No Castelo Infinito, sem óculos, vejo o Transparente
Mil Onis no chão, meu ritmo é onipresente.
Cai o teto, o sangue de Muzan me contamina
Mas a alma da poeta é o que o sol ilumina!Ora, ora... Buu-buu-san, o inverno passou
A geada de Akaza o meu calor derrotou.
Não sou mais a órfã que o mundo esqueceu
Sou a história eterna que o destino escreveu. Bom dia... Buu Buu-san!
Emirī-san e suas rimas desliga.